Política nacional 16/07/2011

“Eu disse que ia entrar em processo de desencarnação”.

Ex-presidente Lula sobre sua promessa não cumprida do início do ano.

Governo considerou algemar o diretor do DNIT
Causou indignação até no Palácio do Planalto a denúncia de que a Ana Paula Batista Araújo, dona da Construtora Araújo Ltda, ganhou contratos de pelo menos R$ 18 milhões do DNIT, onde o marido dela, José Henrique Sadok de Sá, é o poderoso diretor-executivo. A notícia deixou a presidenta Dilma tão irritada que o governo considerou prender Sadok em flagrante e retirá-lo do cargo algemado pela PF.

Jornais não demitem
Após o ímpeto de meter Sadok na cadeia, a turma do “deixa disso” convenceu o governo a só afastá-lo, “para não dar trela à imprensa”.

Dono da caneta
Além de diretor-executivo, o maridão da dona da empreiteira era diretor-geral interino do DNIT, nas atuais “férias” de Luiz Pagot.

Passos lentos
Apenas às 12h30 de ontem o ministro Paulo Sérgio Passos (Transportes) decidiu “afastar temporariamente” Sadok do cargo.

É a mãe
Já teve o filho do ministro dos Transportes superfaturando, agora a mulher do diretor do DNIT. Só falta colocar a mãe de outro no meio.

Caso Chávez
O tratamento do semiditador da Venezuela Hugo Chávez contra o câncer, no Brasil, demole o mito da “excelência” da medicina cubana, que tem fama de fazer “milagres”. Chávez teria sido vítima de erro médico da equipe que o operou em Havana, liderada por um espanhol, que também tratou Fidel Castro. O Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo, espera a “confirmação do paciente” para iniciar o tratamento.

Moita venezuelana
O chanceler venezuelano Nicolás Maduro esteve sigilosamente em Brasília, quinta (14), para providenciar o tratamento no Sírio-Libanês.

Ninguém merece
Com o tratamento de Chávez em São Paulo teremos as visitas do Lula, da Dilma, boletins diários do médicos, entrevistas do porralouca…

Bem na foto
Dilma mancou cancelar a concorrência contratando empresa privada para fazer sua foto oficial. O Planalto tem uma equipe de primeira.

Pacto
São do PAC, menina dos olhos de Lula e Dilma, as obras nas BRs 174, 432 e 433, que a construtora da mulher do diretor-executivo do DNIT José Sadok de Sá ganhou, e ele diz que “não tem nada com isso”.

Baixo rendimento
Somada, toda a bancada do PT do governador Agnelo Queiroz, apenas apresentou 64 projetos de lei durante o primeiro semestre, na Câmara Legislativa do DF. Três oposicionistas apresentaram 85.

Curió fez escola
Parafraseando o ex-prefeito Curió, que dividia os garimpeiros de Serra Pelada entre os que “fugiam de dívidas, da polícia ou eram cornos”, o ex-presidente da OAB-PA Sérgio Couto acha que o esquartejamento do Pará é coisa de “tolos, oportunistas e de empresários gananciosos”.

S’imbora
É mais barato se hospedar na Suíça (€140) que no Brasil (€145), compara o site internacional Hotel Price Index. Temos as diárias mais caras do mundo. Hungria e Nova Zelândia são pechincha: €69 e €70.

Tartaruga diplomática
Em nove representações brasileiras, contratados locais começaram operação-tartaruga contra baixos salários. O movimento já afeta viajantes aos EUA e embolar o meio de campo na Copa. O chanceler Antonio Patriota prometeu solução em agosto.

Desrespeito à brasileira
A Air France adquiriu o jeito brasileiro de desrespeitar clientes: com overbooking diário, a empresa francesa remanejou passageiros de vôos já marcados neste final de semana. A Anac se finge de morta.

Tunga no aeroporto
A Infraero notificou a casa de câmbio Confidence, do aeroporto de Brasília, sobre o uso indevido do seu nome. A loja cobra “tarifa da Infraero”, no valor de R$ 10, na venda de dólares ou euros.

Sutileza
Em inglês, o site Brasil.gov.br oferece links para o “investidor”, o “jornalista”, e o “estudante”, nessa ordem. Em português, “investidor” continua em primeiro, mas “jornalista” cai para a terceira posição.

Pensando bem…
…agosto já começou para Dilma.

PODER SEM PUDOR
Chimarrão e rapadura
Para quebrar o gelo na CPI dos Correios, que investigava a origem do mensalão do governo Lula, o presidente da comissão, senador Delcídio Amaral (PT-MS) brincou com o então senador Ney Suassuna (PMDB-PB) quando o viu experimentar o chimarrão do deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS).
– É meio amargo… – reagiu Suassuna.
Senadora na ocasião, Ideli Salvatti (PT-SC) não gostou e observou com certa dose de preconceito regionalista:
– Esse aí só gosta de água de coco e rapadura…

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