Política nacional 22/07/2011

“Política hoje não é coisa de partido…”

Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, sobre seu site “apartidário”.

Família de deputado fatura com DNIT 
OMPF investiga irregularidades em licitações na seção do Piauí do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), comandado por Sebastião Ribeiro, cunhado do deputado federal Marcelo Carvalho (PMDB). A campeã de licitações é a Construtora Jurema, de propriedade dos irmãos do deputado, com contratos milionários. Completa o feudo o filho do deputado, Castro Dias Neto, secretário de Infraestrutura do estado, que também fez pagamentos à Jurema.

Pela estrada afora…
A Construtora Jurema, dos irmãos Humberto e João Castro, fatura mais de R$ 300 mil por mês nas obras de manutenção da BR-343.

Tião Sorriso
Servidor do DNIT e alçado ao trono pelo deputado cunhado, Ribeiro, o Tião Sorriso, se gaba de ter gastado meio milhão no casamento da filha.

Canta pra mim
Humberto Carvalho ganhou o governador Wellington Dias ano passado. Pagou show privado de José Augusto para ele e mulher, fãs do cantor.

Aparte
Marcelo Castro diz que os irmãos têm a construtora há 40 anos, quando ele ainda era médico, e que atuam com lisura nas licitações.

Governo do Rio
A invasão da China entra nos trilhos também no Rio, com nova importação de 60 trens para a SuperVia, que administra os trens da capital. A “concorrência pública” internacional, em setembro, mal disfarça a crescente desindustria-lização e a injustiça fiscal em mais um setor no país: o governo compra sem pagar imposto de importação, ao contrário da indústria ferroviária, que perde encomendas. E empregos. 

Alta qualidade
O governo do Rio promete “padrão internacional de qualidade”. Resta saber se controlará os frequentes problemas nas linhas do metrô.

Pergunta submersa
Ao lançar a construção do primeiro submarino nuclear brasileiro, Dilma avisou que era “para defesa”. Se atacados, chamamos o Super-Homem?

Calendário de vacinas
A economia da Europa está gripada, a dos Estados Unidos espirrando, e no Brasil o preço do lenço de papel está pela hora da morte.

Mistério no ar
O comandante do vôo 6010 da Avianca, após 1h20 de atraso para decolar ontem de Congonhas para Santos Dumont, avisou que o motivo foi uma “operação presidencial” no aeroporto carioca. A presidenta estava em Brasília, e o Palácio não confirmou nenhum vôo para o Rio.

Zona vermelha
O Departamento de Estado emitiu alerta aos americanos sobre a segurança em hotéis de luxo no Rio, após o assalto em Santa Teresa, na segunda (18), e ao Intercontinental, na Zona Oeste, em agosto passado.

O ‘fogo’ do PR vira…
 “Nunca disse que o governo está brincando com fogo”, afirmou ontem no Twitter o líder do PR na Câmara, deputado federal Lincoln Portela, exigindo “apuração rigorosa das denúncias no Dnit e Transportes”.

Ideológico
Portela diz apoiar a convocação do ministro Paulo Passos e ter quatro requerimentos em quatro Comissões para “esclarecimentos” de Luiz Pagot e do ex- ministro Nascimento. “Temos posicionamento ideológico”. 

Magazine Luiza sem grana
Juiz em São Paulo se sur-preendeu com o caixa zerado do gigante do varejo, ao cobrar indenização de R$ 15,3 mil por danos morais a microempresário. Após acordo, pagou R$ 23,4 mil. Luiza Trajano, dona da rede, é cotada para o ministério da Micro e Pequena Empresa.

Atrasadão
Guido Mantega (Fazenda) deve autorizar hoje, enfim, o Plano de Investimentos da Petrobras para 2011, de US$ 224,5 bilhões. Só assim a estatal poderá participar dos leilões de blocos da ANP, travados.

Notícia velha
A Petrobras admitiu ontem (21), que vai construir sem a PdVSA a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, como antecipou a coluna, em junho. O aporte de R$ 3,6 bilhões do porralouca Chávez sumiu no ralo.

Dona do Congresso
Marinor Brito (PSOL-PA) desconhece as normas da Casa Alta e se empolgou numa entrevista para rádio de Belém. Disse que era a única senadora do Brasil a responder pelo Senado pelo período de recesso.

Número mágico
Dilma já demitiu 16 no DNIT. Faltam 155 para 171.

PODER SEM PUDOR
O fracasso de Eufrosino
Eufrosino Pedro era dono de bar em Pirassununga (SP), nos anos 50, e se candidatou a vereador. Uma placa no boteco convidava: “Beba uma pinga de graça e leve meu santinho”. Foi um sucesso, até virou parada obrigatória de caminhoneiros. Teve só 11 votos – o número de eleitores na família. Eufrosino cobrou a traição do primeiro caminhoneiro que passou.
– Como? Eu votei no senhor, lá em Goiás! – jurou o homem.
Eufrosino descobriu, desolado, que teve votos em muitas cidades e até outros estados. Em Pirassununga, que é bom, nada.

 

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