Política nacional 12/07/2011

“Ele agiu como homem de governo, não como homem de Estado”.

Senador Demóstenes Torres (DEM-GO) sobre a decisão do procurador-geral Roberto Gurgel de inocentar Antonio Palocci.

Governo comemora: Pagot estaria ‘sob controle’
Após intensas negociações, o governo está aliviado: já não haveria o que temer no depoimento do diretor-geral do DNIT, Luiz Antônio Pagot, esta terça, no Senado. Em conversas informais com senadores, Pagot disse ter recebido ordens do ministro Paulo Bernardo (Planejamento) para que aditivos fossem feitos aos contratos, aumentando os valores, a fim de que empreiteiras financiassem a campanha de Dilma Rousseff.

Porta do inferno
Um destacado senador governista afirmou ontem a esta coluna: “Se esse Luiz Antonio Pagot falar o que sabe, o governo cai”.

Ele tem a força
Para manter fechada a boca de Pagot, o governo admitiu não afastá-lo. Ele está de “fé-rias”, mesmo depois de Dilma anunciar sua demissão.

Multitarefa
O vasto currículo de “serviços prestados” do diretor-geral Luiz Pagot inclui a assessoria de campanha de Dilma em Mato Grosso.

Perguntas de salão
Luiz Pagot foi aprovado para o DNIT, no Senado, em 2007. Agora os senadores vão perguntar o quê? Por que não perguntaram antes?

Turismo sexual no AM
Publicado no New York Times e reproduzido nos jornalões de domingo (10), o escândalo de turismo sexual com menores envolvendo uma empresa americana foi revelado nesta coluna, em março de 2008. Indiazinhas de Autazes (AM) eram aliciadas para prostituição e tráfico de drogas em pescarias organizadas por Richard Schair, da Wet-A-Line Tours, membro de grupo maçônico. A Flórida abriu processo em 2007.

Persistência
A denúncia partiu da jornalista americana Sandy Frost, que há anos investiga o grupo da Geórgia (EUA), acusado de crimes sexuais.

‘Briga comercial’
À época, o gerente de um dos barcos, Juscelino Mota, investigado pela PF, disse que “era briga comercial” com o parceiro brasileiro de Schair.

Pé de múmia
Lula cancelou a palestra na Biblioteca de Alexandria, no Egito, por “questões de segurança”. Os livros agradecem.

Vespeiro fardado
O secretário de Segurança do governo do DF, Sandro Avelar, decidiu mexer num vespeiro. Ele acabou a farra que fazia a PM ter 74 coronéis, quando a lei autoriza apenas 39. A malandragem era nomeá-los para cargos comissionados, a fim de abrir vagas para “coronéis agregados”.

Puxadinho milionário
Na primeira licitação do gênero, o preço de referência do governo para o puxadinho do aeroporto de Guarulhos foi R$ 96 milhões. A vencedora Delta propôs R$ 86 milhões, e perdedoras como OAS (R$ 250 milhões) e Camargo Correia (R$ 150 milhões) querem anular a licitação.

Dinheiro no lixo
O pior de tudo, no futuro puxadinho do aeroporto de Guarulhos, é a certeza de que serão gastos pelo menos R$ 86 milhões numa obra que será desmanchada tão logo acabe a Copa do Mundo de 2014.

Quadrilha
Festeiro bom de passo, o governador pernambucano Eduardo Campos não rejeita festa de São João. Foi até à do ex-deputado Pedro Correa, mensaleiro juramentado e cassado, em Brejo da Madre Deus (PE).

Ele ainda vai ser ministro
Dilma queria nomear ministro de Ciência e Tecnologia o físico Marco Antonio Raupp, atual presidente da Agência Espacial Brasileira, mas Aloizio Mercadante usou o ex-presidente Lula para atropelar a escolha.

Abuso no Arraiá
O Arraia de Belô, neste fim de semana na Praça da Estação, em BH, repetiu os abusos do ano passado: seguranças particulares apalpavam crianças de oito anos, contra o Estatuto da Criança e do Adolescente. A PM só aparecia para intimidar pais indignados com o abuso.

Eles falham, a gente paga
Convidada a dar explicações à assessoria de inteligência da Infraero, sobre as 300 mil revistas à espera de vaga nos incineradores dos aeroportos, a área de comunicação da estatal alegou “falha técnica”.

Praga aérea
A Air France segue o mau exemplo das brasileiras TAM e GOL e agora pratica overbooking. E em dose dupla. Sábado (10), engabelou clientes com lugares marcados, em check-in online, nos vôos AF 443 e AF 445.

No olho do furacão
Dois radares especiais vão alertar com antecedência as tempestades no Rio. O governador Sergio Cabral vai comprar um só para ele

PODER SEM PUDOR
Viveiro não é gaiola
Em campanha à presidência da Câmara nos anos 90, o atual vice-presidente Michel Temer foi orientado pelo amigo Heráclito Fortes (DEM-PI) a ser mais simpático:
– Lá vem o deputado Augusto Viveiros. Diga-lhe pelo menos bom dia…
Temer seguiu a recomendação, mas, horas depois, ao reencontrar o deputado potiguar no Salão Verde, pisou na bola:
– Como vai, deputado Gaiola?
Viveiros, claro, lembrou-se da gafe na hora de votar.

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