Política nacional 29/07/2011

“Até eu acho que bateria um pênalti melhor que Elano”.

Apresentadora de TV Ana Maria Braga, sobre o pênalti perdido pelo jogador no Fla x Santos.

Lula é “O Cara” dos banqueiros em NY
Anda incerto o futuro do Bolsa Família com esses tempos de corte no governo, mas a certeza é que o bolso do ex-presidente Lula se enche de dólares a cada “palestra”. O BTG Pactual o contratou para conferência dias 5 e 6 de outubro no Hotel Waldorf Astoria, em Manhattan, Nova York, a meca do capitalismo mundial. Lula vai falar para banqueiros e especuladores dos cinco continentes. Barack Obama estará de olho.

Dupla
Além de Lula, o ex-presidente da Colômbia Alvaro Uribe dividirá as atenções com a lábia do “Cara”. Na plateia, muitos banqueiros do Brasil.

Clubinho
O BTG vai fechar parte do Waldorf Astoria, o mais luxuoso de NY, para receber seus convidados. Uma diária não sai por menos de US$ 1,1 mil.

Caroneiro
O dono do BTG Pactual é o jovem banqueiro brasileiro André Esteves, que levará Lula em seu jatinho Gulfstream G450 para Nova York.

Dias contados
Reforçam o projeto de candidatura ao Planalto de Nelson Jobim o elogio rasgado a FHC e o fato de ter “que conviver com idiotas”, como já disse.

Haddad é imposto
Os caciques petistas de São Paulo não admitem em público, mas estão resignados: a vontade de Lula deve prevalecer e o ministro Fernando Haddad (Educação) será o candidato do partido à prefeitura paulistana. Com Haddad, que integra o grupo minoritário Mensagem ao Partido, Lula retira o controle do PT paulista da turma da senadora Marta Suplicy. Ela tem eleitorado cativo, mas enfrenta enorme rejeição na cidade.

Com ela, não dá
Lula concluiu que, para romper a hegemonia tucana em São Paulo, precisa libertar o PT do comando de Marta Suplicy.

Alternativas
Lula tem dois planos: se Haddad emplacar, melhor. Se não, está aberto o espaço para apoiar Gabriel Chalita (PMDB) no segundo turno.

Bem na foto
O deputado Gabriel Chalita, aliás, também é o plano B do governador Geraldo Alckmin (PSDB), nas eleições municipais de São Paulo.

Sequestrador no Supremo
O sequestro dos uruguaios Lílian e Universindo em Porto Alegre, em 1978, chegará em 90 dias ao Supremo Tribunal Federal. Não é um clamor dos sequestrados. É uma cabeluda teimosia do sequestrador, o ex-inspetor do DOPS gaúcho João Augusto da Rosa, codinome ‘Irno’.

O Neocareca
‘Irno’ perdeu as duas primeiras instâncias do processo por danos morais que moveu, no Sul, e agora recorreu ao STF em Brasília. Entre outros agravos, o policial reclama na corte de ter sido chamado de “neocareca”.

Memória
‘Irno’ é aquele que botou a pistola na testa do jornalista Luiz Cláudio Cunha, que denunciou o crime. A história foi contada por Cunha, 30 anos depois, no livro Operação Condor: o Sequestro dos Uruguaios.

Transparência mineira
A prefeitura de Vespasiano (MG) vai encarar a população. Realizará a 1ª Conferência Municipal sobre Transparência, dia 10 de agosto, quando vai ouvir críticas e sugestões. Fica a dica para os outros 5 mil prefeitos.

Caserna da juventude
Apesar de boa idéia, os militares resistem ao projeto de lei do senador Crivella (PRB) que propõe flexibilidade na faixa etária, entre 15 e 35 anos, para que jovens ingressem nas Forças Armadas. Decisão recente do STF a favor de dois homens reforça o projeto, em pauta no Senado.

Pendura
O Serpro cobra há sete meses da Fazenda o pagamento de R$ 213,5 milhões prestados à Receita. A estatal de processamento de dados enfrentou vários problemas de apagão por falta de recursos.

Cansei
Contratada por R$ 60,5 mil anuais, a tradutora de espanhol e italiano Cynthia Garcia Férnández bate ponto na visita de Dilma ao Peru e à Argentina. Com tudo pago, como “convidada especial”.

Desconectados
Emperrou e não saiu: foi suspensa a licitação aberta na Câmara dos Deputados para gastar quase R$1,6 milhão com 539 notebooks para suas excelências digitais. Foi revogada por “interesse público”. Ufa.

Faxina
Será que agora, com 20 “aliados” já extirpados na faxina de Dilma, a Polícia Federal vai passar o rodo na turma?

PODER SEM PUDOR
Deputado sob vigilância
Acusado de atrair parlamentares para seu partido, o PSD, em 1993, na pré-história do mensalão, o então deputado Nobel Moura (RO) virou alvo. Assediado pela imprensa, refugiou-se no gabinete de um vizinho, o deputado mineiro Aécio Neves. A preocupada secretária ligou para Aécio, em Belo Horizonte:
– O Nobel, aquele do PSD, esteve aqui. Estava se escondendo de alguém. Mas o senhor não se preocupe, ele ficou quietinho. Não mexeu em nada. Mesmo porque estava assim de segurança de olho nele…

 

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