Mais de 50 ativistas do Acre participarão da Marcha das Margaridas

A Marcha das Margaridas 2011, movimento que leva até Brasília de quatro em quatro anos milhares de trabalhadoras do campo e da floresta, será realizada este ano nos dias 16 e 17 de agosto.
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Com o lema “Duas mil e onze razões para marchar para o desenvolvimento, sustentável com justiça, autonomia, igualdade e liberdade”, a marcha pretende chamar a atenção para a necessidade de medidas em favor dos direitos da mulher e contra a violência e discriminação.

A previsão é que as caravanas cheguem na Capital Federal no dia 15 e ocupe o Parque das Cidades. Do Acre, participarão 50 mulheres, além da secretaria de Política para Mulheres, Concita Maia, e do senador Jorge Viana, indicados pela coordenação da marcha no Estado para participar do ato.

Criada para lembrar a morte da sindicalista Margarida Alves, em 12 de agosto de 1983 na Paraíba por usineiros do nordeste, a manifestação é coordenada pelo Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais integrado pela Confederação Nacional de Trabalhadores na Agricultura – Contag, federações dos 27 estados e cerca de 4 mil sindicatos rurais.

Desde 2010, a pauta da Marcha das Margaridas está sendo elaborada e resultou em um caderno com 158 propostas que já foi encaminhado à presidente Dilma Rousseff na última semana. “É uma pauta enxuta, construída nos encontros dos sindicatos. Esta é a luta das trabalhadoras rurais só pra provar que temos o direito à permanência no campo”, explica Fátima Macial, diretora de Mulheres da Federação dos Trabalhadores em Agricultura do Acre e da CUT lembrando que as reivindicações atendem não só as mulheres do campo e da floresta, mas inclui a luta pelo direito à diversidade, saúde, educação de gays, lésbicas, negros e propõe ações contra a violência.

Durante o evento, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) vai realizar pesquisa com as mulheres presentes à marcha sobre perfil econômico e condições de vida das mulheres trabalhadoras rurais. As rodadas de negociação para a elaboração dos pontos prioritários que compõem a pauta tiveram a participação das seis ministras do governo Dilma. O documento foi entregue há uma semana à presidente, que deverá anunciar no dia 17 quais propostas serão atendidas. Ao final, as trabalhadoras seguirão à Esplanada dos Ministérios onde deverão ser atendidas por ministros e pela presidente.

Entre as conquistas das trabalhadoras ao longo desse processo de mobilização estão o acesso mais facilitado às políticas públicas como Bolsa Família, Pronaf Mulher, aposentadoria aos 55 anos. “Ainda há muita coisa a se fazer como estender a informação às mulheres de áreas de difícil acesso como as ribeirinhas, indígenas, extrativistas que têm enfrentam muitos problemas”, diz Fátima Maciel.

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