Desmatamento: Pará e Mato Grosso mantêm a liderança e Acre segue com 1%

Os Estados do Mato Grosso e Pará continuam liderando o desmatamento na Amazônia. Segundo dados do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), no mês passado o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) detectou 99 km2 de desmatamento na Amazônia Legal. Apesar do número alto, representa redução de 42% em relação a junho de 2010, quando o desmate atingiu 172 km2.

De agosto de 2010 a junho deste ano, foram totalizados 1.534 km2 de desmatamento. Isto significa um aumento de 15% em relação ao período anterior (agosto de 2009 a junho de 2010), quando foram detectados 1.334 km2 de devastação da floresta amazônica. O município paraense de Altamira, onde será construída a usina hidrelétrica de Belo Monte, lidera o ranking de derrubada da floresta. Peixoto Azevedo (Mato Grosso) e Apuí (Amazonas) seguem na lista dos principais desmatadores da Amazônia Legal.

Foram degradados em junho, na Amazônia Legal, 193 km2 de florestas. Desse total, 44% no Mato Grosso, seguido pelo Pará (28%), Rondônia (21%), Amazonas (6%), e Acre (1%). No total, a degradação florestal acumulada no período de agosto de 2010 a junho de 2011 totalizou 6.274 km2. Esta realidade de degradação, aponta o SAD, comprometeu 6,6 milhões de toneladas de CO2.

Nos onze meses anteriores, Mato Grosso lidera o ranking com 38% do total desmatado no período. Em seguida aparece o Pará, com 25%, seguido por Rondônia, com 21%, e Amazonas, com 11%. Esses quatros estados foram responsáveis por 95% do desmatamento ocorrido na Amazônia Legal nesse período. O restante ocorreu no Acre, Roraima e Tocantins.

A maioria das áreas desmatadas em junho desde ano (62%) está em propriedades privadas. Outra parte menor foi registrada em áreas de assentamentos agrícolas (22%), o que significa 14 km2, e até em unidades de conservação (15%) e, em menor número, em áreas indígenas, representando apenas 1%.

As unidades de conservação APA Triunfo do Xingu (Pará), APA do Tapajós (Pará) e Resex Jaci Paraná (Rondônia) apresentaram maior degradação. E ainda aproximadamente 1km2 de terras indígenas desmatadas foram verificadas nas áreas Tenharim/Marmelos (Amazonas), Apyterewa (Pará), e Cachoeira Seca do Iriri, também no Pará. (Diário do Pará)

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