Rio Branco aguarda liberação de vacinas anti-rábicas pelo Ministério da Saúde

Rio Branco tem uma população estimada em 52 mil de cães e gatos que ainda não receberam a dose da vacina anti-rábica, prevista para ser aplicada este ano. Os lotes distri-buídos em 2010 aos municípios foram recolhidos pelo Ministério de Agricultura e Pecuária depois de relatos sobre a ocorrência de reações à vacina, notificadas em São Paulo e Rio de Janeiro.

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da Capital aguarda liberação dos novos lotes, que têm previsão de serem enviados a partir de agosto.

O Ministério da Saúde passou a monitorar eventos semelhantes no restante do país. Foram registrados no total 637 casos de reação em 17 estados segundo nota técnica elaborada pelo Ministério da Saúde em novembro do ano passado, fato que exigiu a suspensão vacina da marca RAI-PET fabricada pelo laboratório Bio-Vet nas ações de Saúde Pública. 

O Acre não recebeu relatos dos efeitos negativos da vacina. A coordenadora do CCZ, Michelinne Dantas, diz que a campanha de 2010 foi realizada com os lotes enviados em 2009. O prazo de cobertura da imunização é de 1 ano. “O ideal é que a campanha tivesse sido realizada no prazo. A gente está no limite”, diz a coordenadora, informando que os novos servidores aprovados no concurso estão prontos para começar a trabalhar.

O Ministério da Saúde comprava a vacina anti-rábica do mesmo laboratório há 30 anos para a utilização na Campanha Nacional de Imunização de Cães e Gatos. Em 2009, a empresa resolveu desenvolver nova tecnologia mas apresentou dificuldades neste processo e apresentou ao MS lotes da vacina RAI-PET. Elas foram testadas e aprovados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento previamente antes de serem comercializadas.

 

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