Bocalom está disposto a enfrentar qualquer um dos candidatos da FPA

As oposições saíram na frente na disputa da Prefeitura de Rio Branco. Pelo menos no que diz respeito à escolha dos seus candidatos. Tião Bocalom (PSDB) que já está seguro da sua candidatura para 2012 está se aproveitando da antecedência para se preparar à disputa. Tem percorrido os bairros da Capital conversando com eleitores e articulando politicamente os partidos aliados. “Na verdade não parei desde a disputa ao Governo em 2010”, revelou.
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Nessa entrevista exclusiva À GAZETA o pré-candidato tucano analisa o quadro sucessório do atual prefeito Raimundo Angelim (PT). Revela os principais pontos da sua plataforma e a leitura que faz da escolha dos candidatos adversários da Frente Popular.

Antecedência – Indagado se uma candidatura posta com tanta antecedência das eleições poderia gerar desgaste, Bocalom discorda. “Acho super positivo. Para a população o nome do Tião Bocalom continua no imaginário. Nós tivemos mais de 50% dos votos na Capital. Não tenho medo de colocar o nome antes porque não temos rabo preso. Sempre tivemos uma maneira correta de tratar a coisa pública, o mesmo comportamento e caminho. As coisas já se encaminharam dentro do PSDB e estamos com o pé na estrada desde que acabaram as eleições de 2010. A decisão d o Márcio Bittar (PSDB/AC) de não ser candidato me deixou mais fortalecido para ganhar a prefeitura da Capital”, confessou.

A preocupação de Bocalom é articular os candidatos a vereador. “Nesse momento é preciso organizar uma boa equipe de candidatos a vereador. Estamos conversando com muitas lideranças vindas de outros partidos, inclusive, do PT. Não só para o PSDB, mas para os outros aliados como o DEM e o PPS”, salientou.

Candidatura única – Ao contrário da disputa ao Governo quando advogou a pluralidade de candidaturas da oposição, para a próxima eleição na Capital, Bocalom acha que uma candidatura única resolveria a fatura no primeiro turno. “Sempre advoguei que a oposição tinha que ter duas candidaturas em 2010 porque estávamos inferiorizados na disputa. Mas as pesquisas internas mostram que estou bem na frente dos outros candidatos. E quando se junta todos os nomes da oposição a diferença fica bem grande em relação à FPA. Se hoje tiver uma candidatura só podemos ganhar no primeiro turno. Mas se tivermos outras candidaturas e trabalharmos com inteligência respeitando uns aos outros da oposição não vejo problema nenhum. A mesma tese que defendia na eleição passada vejo dentro da FPA que poderá lançar dois candidatos para forçar o segundo turno”, afirmou.

O fator PMDB – Bocalom analisou o papel dos peemedebistas na próxima eleição. “Não posso dar opinião sobre o que está acontecendo dentro do PMDB. Eles estão buscando o seu lugar ao sol. Evidentemente que se o PMDB tem uma candidatura forte deve colocá-la na rua. Não vou forçar a barra para candidatura única. A questão do Fernando Melo estar vindo do PT para dentro do PMDB quem tem que discutir são eles. Acho que o PMDB nessa eleição vá lançar uma candidatura para colocar o 15 na rua”, avaliou.

Quanto ao apoio do senador Sérgio Petecão (PSD-AC) a Fernando Melo, Bocalom disfarça. “É uma questão pessoal do Petecão. Fizemos todo esforço para que ele fosse o nosso senador. Se der apoio ao Fernando não há problema porque é uma candidatura de oposição. Gostaria de receber o apoio dele, mas o mais importante é estarmos juntos no segundo turno”, disse ele.

Projeto de gestão – Sempre é mais fácil ganhar uma eleição do que fazer uma boa gestão. Bocalom concorda com a tese e revela seus principais planos para a Capital. “Nunca mudamos no nosso projeto. O nosso foco será a qualidade de vida dos mais pobres. Isso significa a geração de empregos e a qualidade na água e na saúde. Coisas que dão para fazer na prefeitura. Mas a produção, como fiz em Acrelândia, terá um grande programa para incentivar a agricultura, a pecuária e a indústria”, destacou.

Outro ponto que pretende modificar é a saúde pública. “Vejo que a saúde de Rio Branco está deixando a desejar. A prevenção é muito importante e a prefeitura não está executando o trabalho da maneira como deveria ser. Cada um dos 54 postos de saúde deveria ter quatro equipes de Saúde da Família. Se a prefeitura assumir as suas responsabilidades e fazer acontecer o programa de Saúde da Família pode ter a certeza que os hospitais do Governo vão ter menos demanda”, profetizou.

Convivência política institucional – Questionado como seria a sua convivência com os governos Estadual e Federal na mão do PT, Bocalom pondera: “ser oposição não significa ser inimigo. O executivo tem que manter uma relação saudável. Já fiz isso em Acrelândia quando saí da FPA. Ainda consegui fazer algumas parcerias. O Governo está investindo muito na Capital, inclusive, se diz que o bom prefeito de Rio Branco está sendo o governador. Espero que continue fazendo a sua parte. E não deixe de fazer o seu trabalho se a prefeitura eventualmente cair na mão da oposição. Se isso acontecer é a população que vai cobrar”, avisou.

Bocalom considera que terá os caminhos abertos em Brasília. “Não terei problemas em sentar com o governador e os ministros. Ainda mais que o Petecão e o Flaviano Melo (PMDB-AC) estão na base do Governo. Mas espero não ter problemas com o Governo do Estado porque vamos trabalhar de forma transparente. Espero que não haja perseguição ao prefeito”, destacou.

Adversários da FPA – Quanto aos nomes colocados para enfrentá-lo da FPA, Bocalom diz não se preocupar. “Não existe adversário forte e nem fraco. Tudo depende do momento. Hoje a FPA está com dificuldades de encontrar nomes e vamos enfrentar quem vier. Por exemplo, o Jorge Viana disse que com a minha candidatura a eleição ficava mais fácil na Capital para a FPA. Simplesmente respondo que ele deveria vir ser o candidato. Estou esperando que ele venha nos enfrentar porque não tenho medo do debate”, desafiou.

Quanto ao favoritismo da oposição, Bocalom faz uma reflexão. “Quem considera-se eleito já perdeu a eleição. Não existe isso. Uma eleição vai ser diferente da outra. Agora, nas três eleições majoritárias a nível de Estado sempre sai atrás nas pesquisas e quando abriram as urnas eu tinha muito mais votos. Estou num bom patamar bem acima dos nossos adversários. É uma coisa nova para o nosso grupo e vamos lidar de maneira diferente nos empenhando para não cairmos”, finalizou.

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