A função do parlamento

Os eleitores de maneira geral deixam por último para escolher os seus candidatos aos cargos legis-lativos. Inclusive, muitas vezes, trocam o sufrágio por qualquer tipo de benefício instantâneo que possam receber. Infelizmente ainda não é dada a importância necessária para a função dos nossos parlamentares seja a nível municipal, estadual ou federal.

Talvez por falta de esclarecimento uma fatia considerável dos eleitores não conhece exatamente a função de um vereador, deputado estadual, deputado federal e senador. Não sabem que são eles que criam e decidem sobre as leis em todas as instâncias da nossa sociedade. E que são os responsáveis pela destinação de recursos essenciais para serem aplicados nos campos sociais e econômicos. A força das Câmaras de Vereadores, Assembléias Legislativas e do Congresso Nacional são enormes e afetam diretamente a vida de todos os brasileiros.

Outra questão fundamental é que o parlamento representa a diversidade social de um país. O equilíbrio político e a garantia da democracia acontecem no debate cotidiano do contraditório nas casas legislativas brasileiras. Por isso, os cidadãos e cidadãs precisam escolher com cuidado os políticos que representem os seus pontos de vistas e a forma como querem viver. Depois não adianta reclamar de parlamentares que não possuem nenhum tipo de compromisso com a sociedade e fazem do mandato um instrumento para enriquecimento pessoal.

O parlamento com seu grande leque de atribuições não pode ser um espaço para a manipulação de interesses com objetivos egocêntricos. A responsabilidade pela condução dos destinos da Nação está diretamente relacio-nada com a atuação dos nossos legisladores. Pena que alguns dos próprios postulantes à cena parlamentar ainda possuem uma mentalidade restrita a Lei de Gerson: “É preciso levar vantagem em tudo”. Se já pensam isso antes de serem eleitos imaginem o que são capazes de fazer com um mandato na mão?

O baixo nível de parte da representação parlamentar brasileira tem como maiores responsáveis os próprios eleitores por não terem seletividade na escolha. Também das instituições educacionais que não conseguem ensinar desde a formação básica dos brasileiros a importância do parlamento. Os alunos aprendem uma decoreba sem serem estimulados a nenhuma reflexão mais profunda sobre a questão política. Como se política fosse algo sujo restrito as grandes personalidades paternalistas que se dispõe a reger os destinos alheios. Portanto, os conformistas e indiferentes que assim pensa não reclamem depois de serem conduzidos como gado para o matadouro.

* Nelson Liano é jornalista
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