As praças são nossas!

Todas as pessoas orgulhosas que conheço acabam se sentindo solitárias e na seqüência se sentem desprestigiadas e no momento seguinte, querendo dar a volta por cima, dizem que não precisam de ninguém.
Do alto da arrogância querem ser auto-suficientes e extremamente independentes ao ponto de não pedir nem mesmo uma opinião, como se só elas conseguissem enxergar os melhores caminhos.
Me preocupa ver tanta gente sendo tão leviana ao ponto de querer carregar o mundo nas costas.

Não nascemos para sermos sós. Não nascemos para viver isolados no meio da multidão. Não nascemos com a super capacidade de fazer tudo sozinhos. É por isso que existem as outras pessoas.

Mesmo que uma pessoa não queira, ela vai depender das outras. Nascemos dependentes. Dependemos do colo e do leite da mãe, da pessoa que trocava nossas fraldas, da que nos ensinou a andar e a comer com as próprias mãos, da que nos fez os alimentos etc.

Quando adultos, dependemos de muito mais gente, do encanador, da empregada, da babá, do motorista, do vendedor, da enfermeira, do borracheiro, do pedreiro, do professor, da manicure, do médico, do patrão, dos amigos, da pessoa que faz o cafezinho e a lista de nossas dependências é, praticamente, interminável.

Quando nos dispomos a colaborar e a receber colaboração, nossa vida fica mais leve, as pessoas, naturalmente, gostam de ajudar de participar de um projeto, de uma construção, de alguma coisa que seja edificante para quem planejou ou para quem dela irá usufruir. Todos querem ser reconhecidos pelo seu empenho e colaboração.

Querer ter participação em algum projeto é natural do ser humano. E não é demérito para quem o projetou, reconhecer que sozinho não teria conseguido tamanha proeza.

É por isso que me incomoda a falta de desprendimento de administradores que só querem fazer tudo sozinhos. Não se administra só. Se administra para um grande grupo e por isso mesmo que pedir ajuda é fundamental. O sucesso será de todos.

Já passou da hora, por exemplo, de a Prefeitura de Rio Branco delegar o cuidado com as praças públicas à iniciativa privada. Cada grande empresa poderia cuidar de uma praça e colocar lá, nessa praça, a sua logomarca. Porque não???!

Essa atitude iria fomentar uma concorrência saudável para que cada empresa se empenhasse em ter a praça mais bonita, mais bem cuidada até porque sua marca estaria lá e se a praça não fosse bem cuidada isso também ficaria visível.

Cada empresa parceira poderia arrumar a sua praça de acordo com as suas possibilidades, dentro de um tempo determinado. O que não dá é para termos tantas praças abandonadas (como a do conjunto Castelo Branco e a da Semsur na entrada da Sobral) sem que a administração municipal dê conta de tamanha demanda.

Vamos pedir ajuda! As praças são nossas e até os moradores dos arredores podem participar. Juntos, podemos fazer mais e melhor pela nossa cidade.
 
Eliane Sinhasique é jornalista, radialista e publicitária
Twitter: @sinhasique

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