Política local 02/08/2011

44Coluna-Nelson
“Nada é tão admirável em política quanto uma memória curta”.

(John Kenneth Galbraith)

Guerra do açaí
Oprefeito de Feijó, Dindim (PSDB) anda revoltado com os petistas. Além de não ter conseguido o apoio do Governo para a Festa do Açaí ainda está se deparando com uma série de especulações. Um empresário da cidade garante que a safra de açaí deste ano foi pequena e vai rolar mesmo a polpa do ano passado.

Preocupação
Mas essa deveria ser a menor preocupação do Dindim. O seu vice, Pelé (PMDB) deverá indicar o empresário Abner Tavares (PMDB) como candidato à prefeitura.

Sem legenda
Outra importante fonte dos tucanos garante que o diretório municipal do partido em Feijó ainda não bateu martelo em conceder a legenda à reeleição do Dindim.

Vingança
O baixo desempenho dos candidatos de oposição, Sérgio Petecão (PSD-AC) e Bocalom (PSDB), em Feijó, nas eleições de 2010, pode ser o motivo da desconfiança.

Disputa
De qualquer maneira parece que o Dindim não terá moleza caso consiga a legenda. O ex-prefeito Francimar Fernandes (PT) e o empresário Kiefer (sem partido) estão no páreo.

Apoio
Apesar de não ter decidido em qual partido vai se filiar, Kiefer garante que sendo eleito vai trabalhar ao lado do governador Tião Viana (PT) por quem tem grande admiração. 

 Zen candidato
Eis que surge um novo possível nome para encabeçar a chapa da FPA à Prefeitura de Rio Branco: o secretário estadual de Educação, Daniel Zen.

Avaliação
Jovem e com boas experiências de gestão na Cultura e na Educação. Mas será que tem apelo eleitoral suficiente para uma disputa tão importante?

Surpresa
Acredito que o nome do verdadeiro candidato da FPA à sucessão de Angelim ainda não apareceu em nenhuma especulação de imprensa. Mas deverá ser mais técnico do que político.

Extensão
A Prefeitura de Rio Branco, com o Governo do Estado e o Federal sendo do PT, tende a fun-cionar mais como uma secretaria. O que não significa ser ruim. Depende do secretário, claro!

Dilema
Sem hipocrisia, entre os nomes postos da FPA para a disputa de 2012, na Capital, o mais popular é o da deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB/AC). Mas combinar isso com determinados setores do PT ficará muito difícil.

Pacote
O governador Tião Viana (PT) entregará duas importantes obras em Cruzeiro do Sul, nos dias 13 e 14 de agosto. A nova Maternidade e a ponte sobre o Rio Juruá. O ministro dos Transportes, Paulo Passo deverá comparecer.

Captação
Quase ninguém acreditava na construção da ponte, em Cruzeiro do Sul. Diziam que era promessa eleitoral do PT. Agora, resta captar a concretização da obra, em 2012.

Problema
No entanto, isso não será fácil. Só o vice-governador César Messias (PP) tem musculatura política para enfrentar o atual prefeito Wagner Sales (PMDB) na próxima eleição. E ele parece não querer. 

Radialista
Tanto é verdade que o fiel escudeiro de César Messias, o radialista Nonato Costa (PP), anda animado com a possibilidade de ser o candidato. Uma coisa é certa: o cabeça de chapa será do grupo do César indiferente da legenda.

Fidelidade
A máxima do futebol é: “sou apenas mais um do grupo”. Nesse caso o candidato da FPA, em Rio Branco, seria o ex-governador Binho Marques (PT) e, em Cruzeiro do Sul, César Messias (PP). Os dois estariam indo para o sacrifício!  

Volta
Depois de 15 dias de recesso os deputados estaduais estarão de volta hoje à Aleac. O segundo semestre é sempre o mais importante. E o presidente Élson San-tiago (PP) promete que haverá sessões no interior do Estado.

Apóstolo
Parece que o ex-vice de Bocalom, em 2010, apóstolo Ildson (sem partido) pode ter o seu sonho de ser prefeito adiado. Figuras importantes do PP não acreditam na liderança que ele afirma ter junto aos evangélicos.      

Pluralidade
O voto evangélico é um mistério. Antonia Lúcia (PSC-AC), Henrique Afonso (PV), Jamyl Asfury (DEM), Hélder Paiva (PR), Astério Moreira (PRP). Respondam qual a relação ideológica que existe entre eles?

 

A hora do macaco
Quem não se lembra da eleição municipal do Rio de Janeiro, de 88? Na ocasião, o macaco Tião teve 400 mil votos, mais do que o atual eleitorado de Rio Branco. Isso aconteceu por falta de nomes de confiança dos cariocas. O macaco ficou em terceiro lugar e se tornou uma celebridade. Quando morreu, em 96, o então prefeito César Maia (DEM) decretou luto oficial na Cidade Maravilhosa.

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