Política nacional 09/08/2011

“Não compartilhamos com essa avaliação precipitada”.

Presidenta Dilma sobre a diminuição do grau de confiança da dívida americana.

Lobista da Agricultura já esteve preso por tráfico
O lobista Júlio César Fróes Fialho, denunciado pela revista Veja por tráfico de influência no Ministério da Agricultura, cumpriu três anos de cadeia no Ceará e Minas acusado de outro tipo de tráfico, o de drogas. Ele foi preso pela Polícia Federal em 1992 no aeroporto de Fortaleza, chegando de Rio Branco (AC), com meio quilo de cocaína na mala. Era “marqueteiro político” e se apresentava apenas como “César Fialho”.

Figura manjada
Figura muito conhecida em Fortaleza, “César Fialho” foi manchete no jornal O Povo, à época, por sua prisão como traficante.

Marqueteiro
Julio Fróes diz ter sido “marqueteiro” de Vicente Fialho, candidato a deputado federal, e de Ricardo Prado (estadual), no Ceará.

Barra pesada
Pelo jeito, Julio Fróes aprendeu a brigar na prisão. Foi ele quem agrediu o repórter Rodrigo Rangel, de Veja, que o denunciou.

Tour
Mineiro, Julio Fróes não gostava da cela lotada de Fortaleza e por isso obteve transferência para a cadeia de Contagem (MG).

Ação contra GTech 
Petistas mineiros enfrentam dificuldades para indicar a ex-procuradora-geral de Minas Misabel Derzi, à vaga de Ellen Gracie no Supremo Tribunal Federal. A presidenta Dilma já recebeu informação de que a Justiça mineira recentemente mandou notificar dirigentes da GTech do Brasil, a ex-procuradora e ex-presidentes da Loteria Mineira por supostas irregularidades em contratos com o governo. O Ministério Público Estadual quer a devolução de R$ 414,9 milhões ao Erário.

Quebra de sigilo
Os promotores pediram a indisponibilidade de bens e a quebra do sigilo bancário dos acusados, mas a Justiça ainda não se manifestou.

Velha conhecida
A GTech também foi acusada de irregularidades em contratos com a Caixa nos governos FHC e Lula, apuradas no TCU e CPI do Bingos.

Novo emprego
Solange Vieira, que deixou a presidência da Agência Nacional de Aviação Civil, deve assumir diretoria importante no banco Itaú.

Amor, estranho amor
Na posse, ontem, a presidenta Dilma abraçou o novo ministro da Defesa, mas beijou apenas o senador José Sarney. Nem olhou para o vice, Michel Temer, ou para o presidente da Câmara, Marco Maia.

Ele manda bem
Domingo, o presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), atraiu olhares de incontida admiração, enquanto jantava no restaurante Amadeus, nos elegante bairro dos Jardins, em São Paulo. Não por ele, mas pela companhia: uma jovem loura, exuberantemente bela.

Devo, não nego
O ex-prefeito de Maringá Ricardo Barros, que pretendia presidir a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), quer pagar em suaves prestações a dívida de R$ 300 milhões com a estatal de energia Copel.

Fumacê
Antitabagista militante, que jamais acendeu um cigarro, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) deu risada ao ler sobre sua participação em reuniões de fumantes de charuto, para conspirar contra o governo.

Espeto de pau
O veículo oficial inscrição NFI 1505 2• (TO), da Polícia Rodoviária Federal, trafegava ontem em alta velocidade no Eixão Sul, em Brasília, pelas 11h46. O motorista certamente não será multado.

Pirataria cresce
A pirataria de cigarros cresceu no Brasil. Relatório inédito mostra que a líder Souza Cruz perdeu 1,3% de mercado e reduziu em cerca de 3% o volume de vendas em relação ao mesmo período do ano passado.

Prioridade absoluta
O presidente da Autoridade Pública Olímpica, Marcio Fortes, vai conhecer de perto os esquemas de segurança das Olimpíadas de 2012, em Londres, e de Pequim, em 2008, para não errar em 2016.

Zen
Depois de Mali, na África, cuja capital, Bamaco, tem menos de dois milhões de habitantes, o governo brasileiro abrirá até dezembro uma embaixada no Nepal, terra do Lama.

Os desafinados
Nos EUA, preocupação com as notas baixas da economia. No Brasil, com as altas “notas” da corrupção.

PODER SEM PUDOR
Milagre da multiplicação
Ao participar certa vez de um painel na Conferência dos Advogados, em Floripa, o jurista Ives Gandra Martins arrancou risos ao fazer uma analogia entre o aumento da carga tributária brasileira e a passagem bíblica em que Pedro informa a Cristo que os romanos estão cobrando impostos aos nativos de Israel. Cristo manda Pedro pegar um peixe e pagar o imposto.
– Qual a lição com esse fato? Primeiro, que a carga tributária em Israel já era injusta, sendo incomensuravelmente menor que no Brasil; e segundo que, para pagar os tributos, Cristo foi obrigado a fazer milagres…

Assuntos desta notícia


Join the Conversation