Política nacional 14/08/2011

“Vou até o fim e vou ganhar as eleições de 2012”.

Marta Suplicy, ignorando que o ex-presidente Lula quer Fernando Haddad candidato.

Lobista da Agricultura quer ‘carinho’ para falar
Olobista Júlio Fróes, cuja atuação do Ministério da Agricultura foi desmascarada na revista Veja, disse a um amigo, policial aposentado, que estaria disposto a “abrir tudo”, mas que não o fez ainda porque tem sido tratado com “arrogância” pela polícia. Alega que já cumpriu a pena pelos erros do passado (tráfico de drogas, conforme esta coluna revelou com primeira mão) e só admite pagar pelos “erros do presente”.

Ele admite falar
“O primeiro policial que me procurar com abordagem menos arrogante” – disse o lobista ao amigo – “conto tudo o que acontece no ministério”.

Caminho
Durante essa conversa, Julio Fróes afirmou conhecer “o caminho entre a Agricultura e a vice”, insinuando existirem falcatruas nessa rota.

Seu nome é deboche
Julio Fróes parece saber de muita coisa. É do tipo debochado, que sorri muito e aparenta não se preocupar com eventual punição na Justiça.

Intolerância
O lobista que reclama da suposta “arrogância” alheia agrediu o repórter da revista Veja, durante entrevista sobre  tema que agora admite falar.

Assessores perfilados
A presidenta Dilma se habituou rapidamente aos encantos do poder. No exercício do cargo, ela introduziu novidades, nos salamaleques e liturgias, como a exigência para que todos os “ministros da casa” e assessores mais próximos estejam perfilados no apertado corredor do elevador privativo, quando ela chega para trabalhar no Palácio do Planalto. A ausência pode render ao faltoso uma bronca inesquecível.

Olheiro
No Planalto, um funcionário avisa quando a presidenta se aproxima, para que ministros e assessores se coloquem na porta do elevador.

Correria
Ministros como a da Casa Civil abandonam qualquer conversa quando a “chefa” chega ao Planalto, e correm para se perfilar junto ao elevador.

Outros tempos
Antecessores de Dilma apenas exigiam a presença dos “ministros da casa” na primeira reunião do dia, às 9h, no gabinete presidencial.

Negromonte fica
O deputado Popó (PP/BA) pode ficar sossegado: o novo líder do PP na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PB), reiterou o apoio da bancada à permanência do ministro Mario Negromonte (Cidades), que é deputado titular. O pugilista é seu suplente.

Caminho livre
Mais uma do DNIT: a ponte que liga Oiapoque (AP) a Saint Georges (Guiana Francesa) está pronta, mas tem alfândega e policiamento só do lado de lá. O posto de vistoria do lado brasileiro virou via sem lei.

Café pequeno
Se uma emenda de R$ 4 milhões para Turismo no Amapá resultou em 38 mandados de prisão, a Polícia Federal vai precisar de um estádio para meter em cana os envolvidos em maracutaias na liberação de emendas para destinos turísticos do Nordeste, Sudeste e Sul.

Bonde do ar
Ao contrário do prefeito de Belo Horizonte, o vice Robertinho Carvalho (PT) prefere vôos comerciais a jatinhos fretados. Ele viajou a Brasília, semana passada, espremido nas poltronas do Airbus da TAM. 

Haja ferro
O governo do DF toca a reforma da Torre de TV, a “torre Eiffel de Brasília” e vai implantar quatro escadas rolantes e um elevador do acesso à nova feira de artesanato, ao custo de R$ 8 milhões.

Haja açaí
Caiu no colo do ministro Dias Toffoli, no STF, a relatoria dos plebiscitos no Pará sobre a divisão do estado em três (com Carajás e Tapajós). A Justiça autorizou a pesquisa. A guerra entre os grupos políticos é saber se o plebiscito será em todo o estado ou só na população interessada.

Marco alemão  
Uma empresa administradora de aeroportos de Frankfurt, Alemanha, tinha interesse na gestão do aeroporto de São Gonçalo do Amarante, perto de Natal, mas ao tomar conhecimento do marco regulatório da desestatização, se apavoraram. Pegaram o primeiro avião de volta.

Ringue na comissão
Não chamem para debate os deputados Roberto Santiago (PV/SP) e Silvio Costa (PTB/PE). Quase se atracaram. Santiago acusa Costa de defender interesses privados na Comissão de Defesa do Consumidor.

Não saia da cadeia sem ele
Desvio em convênios: R$ 2 milhões. Par de algemas: R$ 1 mil. Ser fotografado na PF: não tem preço.

PODER SEM PUDOR
O engenheiro Fruet
O saudoso deputado Maurício Fruet (PMDB/PR) sempre pregava peças nos amigos e até em desconhecidos. Certa vez, em um vôo Brasília-Curitiba, percebeu que dois gaúchos ao lado tinham medo de avião. Disse-lhes que era “engenheiro aeronáutico” e que, como eles, seguia para Porto Alegre.
– Estou ouvindo um barulhinho na turbina – observou – não deve ser nada…
Levantou-se dizendo que iria falar com o piloto, mas foi ao banheiro. Voltou:
– O piloto não ficou nada preocupado com o barulho na turbina. Sou engenheiro-aeronáutico, mas não sou louco. Vou descer em Curitiba.
Os dois só não fizeram o mesmo porque, já prontos para desembarcar em Curitiba, Fruet confessou a brincadeira.

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