Política nacional 19/08/2011

“Não precisamos ser iguais para fazer aliança política”.

Ex-presidente Lula sobre possibilidade de aliança do PT com o PSDB.

Dilma pediu e Rossi ‘segurou’ demissão por 1 dia
O ex-ministro Wagner Rossi decidiu se demitir às 16h de terça  (16), após ser informado de uma entrevista bombástica de Israel Batista, ex-presidente da comissão de licitação do Ministério da Agricultura, a ser veiculada no Jornal Nacional. Batista denunciou os negócios do lobista Julio Cesar Fróes Fialho no ministério. Dilma e o vice Michel Temer pediram a Wagner um dia para “costurar” com o governador gaúcho Tarso Genro (PT) a no-meação de Mendes Ribeiro (PMDB-RS).

Acalmando Tarso
O novo ministro altera o xadrez político gaúcho, daí a “costura”. Além disso, o suplente Eliseu Padilha, ex-ministro de FHC, voltará à Câmara.

Padilha foi alvo
A “costura” passou pela Operação Solidária, da PF, que indiciou Eliseu Padilha por fraude em licitação no governo Yeda Crusius, em 2009.

Mágoa
Outro tema “sensível” para Tarso Genro é o Pronasci, seu programa de segurança, como ministro da Justiça, que Dilma colocou na geladeira.

De véspera
A carta de Wagner Rossi já estava escrita desde terça. Os assessores dele apenas revisaram o texto para que fosse enviada ao Planalto.

Artigo de desembargado
É de pororoca a maré no Tribunal de Justiça do Rio, com o recente artigo do desembargador Siro Darlan, publicado num jornal carioca, pedindo a renúncia do presidente do Tribunal, Manoel Alberto dos Santos, por ignorar as ameaças de morte contra a juíza Patrícia Acioli: “sua permanência no ambiente dá asco e ânsia de vômito”, escreveu. Ameaçado de processo, Darlan diz que “provará todas as acusações”.

Reta final
Aguarda-se para o final do mês a decisão sobre intervenção judicial na Cooperativa Habitacional dos Bancários, a Bancoop, ligada ao PT.

CPI virtual
Passa de três mil assinaturas o apoio a CPI da Corrupção na internet. As adesões têm sido feitas no site cpidacorrupcao. blogspot.com.

Escolinha
Futuro ministro da Agricultura, Mendes Ribeirto afirmou que “quer aprender” com o ex-ministro Wagner Rossi. Não é um bom começo.

Lobby derrotado
Entraram em pânico os lobistas que tentam impor a privatização branca dos portos, após o ministro Leônidas Cristino (Secretaria dos Portos) afirmar que o governo vai obedecer a Constituição. Ou seja, operação de porto público só pode ser entregue à iniciativa privada por licitação.

Comissário de bordo
Ricardo Saud, o diretor do Ministério da Agricultura enrolado com o caso do jatinho do ex-ministro Wagner Rossi, costuma pernoitar no apartamento do deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), em Brasília.

É fria
O premiê da Bulgária, Boiko Borisov, quer se encontrar com Dilma, de ascendência búlgura, na Antártida, em janeiro, nas bases dos dois países. Se as “calotas polares” do Congresso não derreterem até lá.

Oremos
Adepto fervoroso da Renovação Carismática, o secretário-geral da Presidência da Respública, Gilberto Carvalho, está por nossa conta em Madri para a Jornada Mundial da Juventude, com o Papa Bento 16.

Guimarães nega
O empresário e ex-cartola (presidiu o Bahia) Marcelo Guimarães negou ser o dono da ilha de R$ 10 milhões confiscada na Operação Alquimia, da Receita e da PF. O importante jornal A Tarde também noticiou isso na edição online, mas ele nega inclusive que esteja sob investigação.

Será homônimo?
Vários jornais, o site do Superior Tribunal de Justiça e esta coluna informaram que Marcelo Guimarães foi acusado pelo Ministério Público Federal e até preso por chefiar esquema de fraudes em licitações que a Operação Jaleco Branco, da PF, desarticulou. Ele nega as acusações.

Desfalque
Nem começou a funcionar e a Autoridade Pública Olímpica já conta com um desfalque: Mário Moyses – preso na Operação Voucher, da PF – havia sido escolhido por Mário Fortes para uma diretoria da APO.

Quadrilha boliviana
Parece piada: bolivianos fecharam a fronteira com o Brasil, ontem, em protesto contra os altos impostos do governo da Bolívia para regularizar carros roubados no Brasil e comprados por eles, manifestantes.

Pergunta na feira
O futuro ministro da Agricultura, que não é do ramo, saberá distinguir laranja de pepino?

PODER SEM PUDOR
O padre Pero Vaz
Paulo Ronaldo era deputado estadual do Pará, nos anos 70, quando resolveu discursar em homenagem ao Dia do Descobrimento do Brasil:
– Quando rezou a Primeira Missa, o padre Pero Vaz de Caminha…
Foi interrompido por um colega:
– Pero Vaz de Caminha foi escrivão da frota de Cabral e não padre…
A resposta do deputado arrancou gargalhadas:
– Vossa Excelência está por fora. Me contaram que o padre adoeceu e quem celebrou a missa foi Pero Vaz. Portanto, quem celebra missa é padre!

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