Política nacional 20/08/2011

“Confio em ti, toca a fita”.

Presidenta Dilma ao novo ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho.

PF até cancelou operação por falta de recursos
O corte no orçamento da Polícia Federal para este ano já causou a primeira baixa na corporação. O Departamento de Inteligência Policial, que coordena todas as ações, teve de cancelar uma operação em andamento no estado do Tocantins. Além do susto dos delegados com a decisão, o tiro mortal ficou por conta da justificativa: faltou dinheiro para passagens e hospedagem, o custo mais baixo no rol de despesas.

Quem? O quê?
Não há regra que obrigue o diretor-geral da PF a contar ao ministro da Justiça sobre as operações em andamento. Só relata se quiser.

Campo minado
O diretor-geral da PF, Leandro Coimbra, quer ganhar a confiança da classe. Por isso não passa nada para o padrinho, o ministro Cardozo.

O quinto
Em pesquisa interna em janeiro, Coimbra surgiu em 5º. O preferido da PF para diretor era Sandro Avelar, hoje secretário de Segurança do DF.

Ô saudade!
Do líder do PR, Lincoln Portela, com saudade do poder: “Esse negócio de deixar de ser estatutário para ser celetista é complicado”.

Roubo de carros
Os roubos de carros em Mato Grosso, vendidos por atravessadores bolivianos por R$ 5 mil, fizeram o deputado esta-dual Emanuel Pinheiro (PR) pedir o fechamento do consulado da Bolívia em Cuiabá. Cerca de 60 veículos são roubados por mês, no Estado, e levados para a Bolívia, muitos deles picapes importadas, onde, pela lei nº 133, do cocaleiro Evo Morales, podem ser emplacados. O fato revoltou nas vítimas.

Apelo oficial
O deputado Emanuel Pinheiro observa  que “o Brasil dispensa as relações diplomáticas e não há reciprocidade”.

Banalidade
Há meses, um travesti sequestrou e matou um empresário para vender o carro dele na Bolívia. Queria o dinheiro para um implante de silicone.

Cerca e algema o país!
O estado-bandido da Bolívia “regulariza” carros roubados no Brasil e os receptadores protestam contra taxas fixadas para a tal “regularização”.

Desqualificado, não
O conselho curador da EBC, que controla a TV Brasil, indicou Murilo Ramos, especialista da UnB, para a presidência da estatal. É uma tentativa de barrar a indicação de Nelson Breve, considerado sem qualificação, que tem apoio do ex-ministro Franklin Martins.

Tremam os céus
O senador Cristo-vam Buarque (PDT-DF) disse ontem que “ainda” não  assinou a CPI da Corrupção, mas que poderá fazê-lo. Se o fizer, ajudará o ministro Carlos Lupi (Trabalho) a ser o próximo defenestrado.

Sinal de alerta
Pesquisa do instituto O&P Brasil com mil eleitores do DF, entre os dias 13 e 17, mostrou que a avaliação positiva (ótimo e bom) do governo de Agnelo Queiroz (PT) soma 26% e que 56% já não acreditam que ele cumpra os compromissos assumidos durante a campanha.

Caixa registradora
O ministro Celso Amorim (Defesa), que recebe como diplomata aposentado, foi ontem à reunião do conselho de administração da Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu (PR), faturar o jeton de R$ 12 mil.

Barricadas
Os inevitáveis cacique Raoni e a ex-primeira-dama da França, Danielle Mitterrand, vão dividir os holofotes neste sábado nas ruas de Paris, no Dia Mundial Contra a Contrução de Belo Monte, informa o Le Monde.

Foi para o brejo
O Superior Tribunal de Justiça negou mandado de segurança da Bancoop contra a quebra de sigilo bancário do tesoureiro do PT e ex-dirigente da cooperativa, João Vaccari Neto, por suposto desvio de recursos a campanhas petistas. É a terceira derrota na Justiça.

Zona do agrião
Da série melhor não dizer: “O novo ministro pode ser, de fato, não conhecido no Brasil, mas logo será” (Dilma sobre Mendes Ribeiro, substituto do “firme como uma rocha”na Agricultura).

Notícias do front
A marcha da missão do ex-delegado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) no Twitter: “a caminho da cidade Ben Gardane, Tunísia, fronteira com Líbia, observar (sic) refugiados líbios e socorrer crianças feridas”.

Celebridade
Se o papel de “faxineira” não der certo, Dilma vai tentar ser “A Herdeira”.

PODER SEM PUDOR
Os feitos de Mem de Sá
Parlamentar que faz falta ao Congresso, Gustavo Fruet (PSDB-PR) era candidato a vereador em 1996, em Curitiba, e visitou escolas acompanhado do pai, o saudoso deputado Maurício Fruet. Numa delas, um estudante resolveu testar o candidato, fazendo-lhe perguntas sobre vultos históricos como Juscelino, Getúlio, Jango etc. E atacou:
– E Mem de Sá, o que ele fez pelo Brasil?
Maurício resolveu intervir, encerrando o papo e a insistência do pirralho:
– Ele fez o que pôde, meu filho. Fez o possível.

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