Política nacional 25/08/2011

“Em briga de família, irmão mata irmão, e morre todo mundo”.

Ministro Mário Negromonte (Cidades), ao alertar o PP sobre consequências do racha.

Após sabatina, diretores pedem bênção a Pagot
Logo após se submeterem a “sabatina” no Senado, ontem, três novos diretores do DNIT – Paulo Tarso de Oliveira,  Adão Proença e Mário Dirani – foram comemorar com quem continua mandando, apesar das aparências: Luiz Antônio Pagot, defenestrado da direção-geral após denúncias de ladroa-gem no órgão. Almoçaram aos cochichos e muitas risadas, na mesa 23 do restaurante do Senado. Pareciam comemorar.

Para inglês ver
A celebração no restaurante faz o Senado perceber o uso da Casa para oficializar uma “mudança” que na verdade pode ser de araque.

Trio Pagot
Paulo Tarso será diretor de Administração e Finanças, Adão Proença, de Infraestrutura Aquaviária e Mário Dirani de Infraestrutura Ferroviária.

Quem escolheu
Servidores de carreira, os três foram indicados pelo ministro Paulo Passos (Transportes) e o PR, que ainda controla 17 superintendências.

Recado
O senador Walter Pinheiro (PT-BA) cobrou isenção dos novos diretores do DNIT: “Vocês são servidores de Estado, não de governo”.

DF: governo embarga obra
Treze anos após sua inauguração, o shopping Pátio Brasil, de Brasília, luta para reverter um indicador macabro: treze pessoas se mataram no prédio. Quatro se jogaram no vão central e nove pularam do terraço. O shopping instalou vidros no guarda-corpo, até o teto, impossibilitando suicídios na parte interna, mas no terraço as obras foram embargadas pelo governo do DF, que as havia autorizado. Burocratas se apegam a tecnicalidades e mantêm abertas as brechas para novos suicídios.

Um juiz pela vida
Após presenciar um suicídio no shopping, o desembargador Roberval Belinati (TJ-DF) liderou a adoção de medidas preventivas.

Acordo na Justiça
As medidas de segurança no shopping Pátio Brasil foram avalizadas pelo Ministério Público, com anuência do Tribunal de Justiça do DF.

Quem manda
O governo do DF autorizou a obra que impede suicídios no shopping, mas prevalece o embargo da Agefis, sua agência de fiscalização.

Cunha não será relator
O deputado João Paulo Cunha (PT-SP) decidiu declinar da relatoria do novo Código de Processo Civil, na comissão especial da Câmara. Ele acha que já tem muito o que fazer na Comissão de Constituição e Justiça. O código é produto de trabalho duro ministro Luiz Fux, do STF.

Motim
Aliado tradicional do PT, o PCdoB resolveu se rebelar no Congresso. A bancada vai contrariar a presidenta Dilma e reforçará a grita favorável à regulamentação da Emenda 29 (verbas para Saúde) neste semestre.

Ouvidor surdo
O ouvidor da Agência Na-cional de Aviação Civil deverá ser José Carlos Ferreira, que foi chefe de gabinete na presidência de Solange Vieira. A ideia é segurar problemas da era da ex-patroinha e de Nelson Jobim.

Secretaria cenográfica
Sete meses após sua criação, a Secretaria de Assuntos Estratégicos do governo do DF não conseguiu no-mear um só assessor. Por isso faz sentido a sensação de paralisia, verificada em pesquisa da O&P Brasil.

Projeto absurdo é…
O arquiteto Carlos Magalhães, que representa Oscar Niemeyer em Brasília, está revoltado com o projeto do centro administrativo do governo do DF entre Taguatinga e Ceilândia: “É um grande absurdo”.

…um grande negócio
Para Carlos Magalhães, o centro administrativo é coisa de quem não gosta de Brasília. E ataca a alegada “preservação” da cidade: “Não é verdade. A não ser que haja um grande negócio envolvido nisso…”

Assalto ao Brasil
O jornal ABC Color diz que o diretor paraguaio de Itaipu Binacional, Gustavo Codas, quer o Brasil pagando US$ 360 milhões ao Paraguai, muito embora 97% das águas sejam brasileiras e o Paraguai não tenha contribuído com um só centavo na construção da hidrelétrica.

Pistola oficial
A PF e governo do Rio decidiram que a Glock será a fornecedora oficial das pistolas para a segurança da Copa e das Olimpíadas. Militares e poli-ciais vão a Viena, com tudo pago pela célebre empresa austríaca.
 
Pensando bem…
…nenhum homem é uma ilha. Mas no Brasil alguns têm uma ilha.

PODER SEM PUDOR
Animal por sentença
Certa vez em Cachoeiro do Itapemirim (ES), no ano de 1974, o vereador Roberto Valadão (MDB) atacou o prefeito da cidade:
– O prefeito Teodorico Ferraço é um animal irracional!
Ferraço ficou furioso e processou o adversário, que acabou absolvido. As provocações e os recursos continuaram até que o caso chegou ao Supremo Tribunal Federal, anos mais tarde, quando Teodorico era deputado federal. O STF confirmou a absolvição de Valadão, que foi à tribuna e comemorou:
– O prefeito é um animal irracional, agora transitado em julgado!

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