DIA DOS PAIS: Meu pai é um atleta, eu também sou!

Em todas as profissões é comum os filhos seguirem os passos dos pais. No esporte acreano, as coisas não são diferentes. Se toda criança tem o sonho de ser jogador de handebol, cestinha no basquete, ‘mão-de-ferro’ no vôlei ou craque no futebol, os filhos destes grandes ídolos têm motivos a mais pra seguir carreira. Motivos e o inigualável estímulo de viver glórias semelhantes às dos pais.
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Nas 4 linhas do futebol, por exemplo, o jovem Artur Junior Pinho de Oliveira, de apenas 15 anos, é filho de Artur Duarte de Oliveira, 41 anos, o famoso Rei Artur. Com o talento com a bola herdado no seu DNA, ele já dá os primeiros sinais de que deve brilhar dentro de campo, assim como o pai.

Para os mais novos, o grande Rei Artur foi revelado pelo Rio Branco FC, atuou por grandes equipes do futebol brasileiro e internacional, como o Remo/PA, Vitória/BA, Botafogo/RJ, Figueirense/SC, Boa Vista e Porto, ambos de Portugal. Como técnico, foi campeão acreano pelo Estrelão e campeão paraense pelo Remo/PA. Comandou o Atlético Acreano durante o Estadual deste ano e está atualmente no Galvez, da 2ª divisão local.

O filho, o meio-campo Artur Junior, assim conhecido no meio esportivo, começou bem cedo no Clube de Futebol do Zico (CFZ). Daí para frente, já passou por Remo/PA, Juventus e agora está no Rio Branco (juvenil), um dos maiores clubes do Norte. Como o pai, ele tem planos maiores.

Indagado sobre o que o levou a ser jogador de futebol, o jovem deu uma resposta simples e direta: “meu pai. Ele é minha inspiração”.

Apito que passa de pai pra filho
“O respeito do meu pai que me levou a ser juiz”. Com esta frase, o jovem árbitro de futebol Carlos Magno, de 18 anos, conta o porquê seguiu o ofício/hobby do paizão, o conceituado juiz Carlos Mendonça, 40.  Com mais de 20 anos aplicando as regras do futebol a sério, Mendonça é um árbitro idôneo e que sempre tenta acertar com o apito. Qualidades que impressionaram o jovem Carlos Magno e o fizeram seguir os passos do seu herói paterno.
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Aos 14 anos, o garoto passou a ir com o pai aos jogos. Começou como bandeirinha, atento a todos os lances do jogo. Hoje, precocemente, já chama a responsabilidade pra si de apitar jogos como juiz. Um árbitro promissor, pronto para alçar vôos solo. No entanto, apesar do preparo para agir sozinho, o jovem sente a satisfação do aprendizado de apitar lado a lado com o pai.

“Com ele, eu aprendi praticamente tudo. E hoje, o meu pai continua sendo uma fonte inesgotável de lições. Ele é um modelo de conduta no campo. Sabe lidar com todos os tipos de situações. Tem história e experiência suficiente para fazer todos os jogadores o respeitarem. Por tudo isso, eu me sinto feliz e muito gratificado por atuar e aprender junto com meu pai”, disse Carlos Magno.
Sentimento partilhado pelo pai. Mas não só pela parte do aprendizado, e sim pela do orgulho. “Apitar é um hobby que tenho há muito tempo. E hoje me sinto realizado de ver meu filho partilhando desta atividade comigo. O meu maior orgulho é saber que quando parar, vou deixar um sucessor. A minha história vai continuar a ser escrita, daí pra frente, por ele. E em mãos melhores ela não poderia estar. Afinal, ele é um jovem muito correto, aplicado, responsável, disciplinado. Tem tudo o que um grande árbitro precisa ter”,  orgulhou-se Mendonça.

Hoje mesmo eles vão apitar jogos de futebol amador em Rio Branco. Uma forma distinta de se passar o dia dos pais. Mas, ainda assim, uma forma única e especial para estes árbitros. 

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