Falta de carteiros é o que causa atraso de correspondências, denuncia sindicalista

“Os constantes atrasos nas entregas de correspondências acontecem por falta de efetivos”. É com esta frase que a presidente do Sindicato dos Servidores do Correios, Susy Cristine da Costa, denuncia a Empresa de Correios e Telégrafos (ECT). Segundo ela, a empresa precisaria aproximadamente de 100 funcionários para normalizar os serviços. Em recente concurso, a ECT ofereceu apenas 20 vagas para todo Estado.
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Moradora do Conjunto Adalberto Sena, a servidora pública Elisama Lima diz que suas correspondências estão atrasadas mais de 20 dias. “Eu exijo uma explicação plausível pra esta ‘sacanagem’ que estão fazendo comigo. Não agüento mais pagar juros por causa da incompetência dos Correios”, desabafa.

Outro indignado, o radialista Nonato Oliveira, que mora no Conj. Castelo Branco, afirma que não há mais justificativas para errar endereços dos moradores de conjuntos e bairros tradicionais. “Eu defendo uma recodificação ou a volta do CEP único, como era antes”, propõem, dizendo que já acionou os Correios na Procuradoria de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) e no Ministério Público Estadual (MPE).
A sindicalista defende os colegas argumentando que são ‘explorados’. “A falta de efetivo, interno e externo leva à má qualidade no serviço, o que é ruim para a imagem da empresa”, ressalta ela.

Em campanha salarial, a sindicalista viaja hoje a Brasília para participar das discussões sobre a Medida Provisória (MP) 532. Susy informa que a MP visa mudar o estatuto da empresa, transformando-a em Sociedade Anônima (S/A). “Além de querer retirar a função social da ECT, ela também quer  suprimir direitos historicamente garantidos”, finalizou.

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