Fumaça que cobriu o céu de Rio Branco seria da Bolívia

A grande quantidade de fumaça que cobre Rio Branco é oriunda, como de costume, da Bolívia. A afirmação é de um dos coordenadores da recém-inaugurada ‘sala de situação’, cel. bombeiro José Aldemir Rodrigues. “A fumaça vem, mais precisamente, dos distritos de Santa Cruz e Beni”, disse ele, informando que a ausência de ventos na região intensifica o problema. Em apenas 3 dias, foram registrados 3.007  focos de calor em território boliviano.
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“Apesar das queimadas urbanas de Rio Branco e adjacências contribuírem para o atual nível de poluição atmosférica, só o controle das queimadas locais não resolverá o problema”, analisa o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais da Capital, Héliton Silva. “Sou contra as queimadas, mas os agricultores precisam de alternativas”.

Se continuar o ritmo de ocorrência de queimadas nas regiões vizinhas (ou até aumentar), parte da fumaça produzida poderá causar sérios problemas aos moradores de Rio Branco. Essa também é a conclusão de especialistas, pois, no final de agosto e todo mês de setembro, as queimadas se intensificam. No ano passado, o Aeroporto Plácido de Castro, da Capital, chegou a fechar neste período.

A área conhecida como extremo oeste, que compreende Plácido de Castro, Acrelândia e Senador Guiomard, tem só 70% da sua vegetação original. Em comparação com florestas intactas, as danificadas, como é o caso das desta região, estão com maior quantidade de galhos, troncos e folhas mortas (que funcionam como se fosse ‘lenha’ para incêndios). “Esta área é mais suscetível a incêndios, representando hoje um sério problema para o período seco deste ano”, concluiu o coronel Rodrigues.

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