Governo adia a distribuição de vacina contra raiva no Acre e mais 12 estados

Agosto é o mês do ‘cachorro louco’ – segundo a crença popular. É também o período em que tradicionalmente se realiza a vacinação gratuita de cães e gatos contra a raiva, no Brasil. Mas, neste ano, a tradição foi rompida em boa parte do país.

Por conta dos graves efeitos colaterais causados pela vacina usada em 2010 – que provocaram até mesmo a morte de animais em alguns Estados, como São Paulo e Rio de Janeiro -, a campanha preventiva está suspensa em toda região Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo), Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Amazonas, Amapá, Acre, Rondônia, Roraima e Distrito Federal.

E por período indeterminado, afirma Cláudio Maierovitch, diretor do Departamento de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Vigilância e Saúde do Governo Federal.

“O ano passado foi muito traumático para todos os envolvidos nesse trabalho. Houve uma mudança na tecnologia [usada para fabricar a] vacina empregada, o que, em tese, significava uma evolução. [Mas os efeitos colaterais em alguns animais] levaram à suspensão do uso daquele produto. De lá para cá, foram feitas duas coisas. Uma delas foi a busca de um novo produto, mais seguro. A segunda foi a compra de vacinas do exterior para que não deixássemos de agir em locais prioritários [onde o risco de contágio é maior”.

Para resolver o problema nos Estados onde o risco de contaminação de animais é maior, o governo federal importou 10 milhões de doses do medicamento. No Maranhão e no Ceará, a vacinação já foi realizada.

– Essa vacina importada já é conhecida nossa. Não é a primeira vez que o Brasil a utiliza. Além disso, vem sendo empregada em diferentes países.

As datas das campanhas nos outros locais que já receberam seus lotes de vacina – região Nordeste, Pará e Mato Grosso do Sul – serão definidas pelos governos locais. (R7)

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