Governo esclarece demissões de agentes de Vigilância em Saúde

Na manhã  de terça, 16, agentes de Vigilância em Saúde fizeram uma manifestação pacífica em frente à Aleac pedindoaos parlamentares uma conversa sobre as demissões. Os manifestantes reivindicavam uma possível prorrogação do contrato para dezembro, que tem vencimento dia 31 de agosto. Às 17h, a secretária estadual de Saúde, Suely Melo, realizou uma coletiva para prestar esclarecimento sobre o caso.
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Os agentes de Vigilância em Saúde foram contratados pelo Pró-Saúde para atuar na epidemia de dengue. Em razão do surto, foram realizados dois tipos de contratos, um com prazo determinado e outra com prazo indeterminado. Os contratos com prazo determinado tiveram início em outubro e novembro de 2010 com término em 31 de agosto, dos quais 72 agentes se enquadram neste formato. Outros 46 agentes foram contratados por prazo indeterminado, ocorre que por razão do concurso realizado pela prefeitura, terão contratos rescindidos em 30 de setembro.

“Com as novas contratações feitas por meio de processo seletivo realizado pela Prefeitura, serão convocados ao trabalho, cerca de 166 Agentes. A guerra contra a dengue continua e esse episódio não impede o combate ao mosquito transmissor”, esclareceu Suely.

Após a coletiva, a secretária se reuniu com representantes dos agentes de endemias e o presidente do Sintesac, Antônio Daniel. Também estavam presentes, o deputado estadual Eduardo Farias; a diretora administrativa do Pró-Saúde, Izilda Carlota Grasso e a gerente do departamento de Vigilância em Saúde, Izanelda Magalhães.

Na conversa, os agentes reivindicaram o direito de prolongar o contrato, argumentando que as demissões são injustas, já que passaram por um processo seletivo.

A secretária explicou que a gestão foi descentralizada. O governo vai repassar a verba para a prefeitura (que realizou concurso) e será responsável pelas contratações desses agentes e até outubro deve chamar os aprovados para trabalhar.

“Todos os agentes foram avisados para fazer o concurso. Alguns fizeram e passaram, outros fizeram e não passaram e outros nem tentaram. O que está acontecendo agora não é novidade”, disse Suely.
Segundo a secretária, uma das próximas ações contra dengue é fazer um trabalho intensivo de conscientização nas escolas com a mobilização de 90 mil crianças para que levem pra casa o que aprendem. Ela disse ainda que o MS preconiza que o ciclo de visitas domiciliares seja feito a cada 44 dias, mas na Capital sempre foi realizado a cada 22 dias. Agora, sem epidemia, este ciclo vai ser a cada 35 dias. (Agência Acre)

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