Igreja alemã pede providências a Dilma contra o ‘extermínio de índios’ no Acre

A Organização Adveniat, organização filantrópica que representa a Igreja Católica Alemã na América Latina, enviou uma carta para a presidente Dilma Rousseff relatando algumas preocupações na Amazônia. Exagerado ou não, o maior dos apelos da entidade foi a respeito do episódio de invasão à base de monitoramento indígena Xinane, ocorrido no fim de julho. A Adveniat chama atenção da presidente para o que considera de ‘suspeita de um massacre das populações indígenas que vivem isoladas nos confins do Acre’.
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A organização comunica para a presidente que os ‘assassinatos indígenas’ seriam de autoria de organizações criminais ligadas ao narcotráfico nas terras indígenas e que também teriam ligação com a indústria madeireira clandestina. A entidade denuncia a ‘facilidade com a qual as organizações criminosas agiram’ e faz constar que os índios da região correm perigos iminentes, sendo, inclusive constantemente ‘ameaçados de morte’.

A Adveniat ressalta, na carta, que tal situação é vivida também pelos grupos indígenas que vivem no Maranhão, em Rondônia e no Mato Grosso. A denúncia sobre a violência de povos indígenas na Amazônia já havia sido feita por bispos à comunidade internacional

“Todas essas violências – as invasões e os conflitos que atingem diretamente as comunidades indígenas – estão ligadas a escolhas que privilegiam o desenvolvimento a todo custo, em detrimento, infelizmente, da própria vida”, rege um trecho da carta.

Ainda no documento enviado à Dilma, a representação da Igreja Alemã também abordou o desmatamento em toda a região amazônica. “A justiça ambiental, como muitas vezes destacaram os bispos do Brasil, explica a forte relação que existem entre a questão ecológica, os problemas da Justiça, a paz e a defesa dos direitos invioláveis das pessoas e das populações indígenas”, destaca a carta.

Tal violência é referente, segundo os bispos e a Adveniat, a assassinatos, ameaças de morte, falta de assistência sanitária e educativa, demora na regularização das terras, exploração exclusão dos recursos naturais das terras indígenas, entre outras.

A carta também aproveitou pra reafirmar a vitalidade da ecologia humana como necessidade cobrada pelos bispos em todo Brasil. “Adotar em cada circunstância um modo de viver mais respeitoso ao ambiente e sustentar a pesquisa e a exploração de energias adequadas que protejam o patrimônio da Criação e não representem perigo aos homens devem ser prioridades políticas e econômicas”, escreveu.

Para finalizar, a Adveniat ponderou que a Amazônia precisa da ajuda de entidades para ter a chance de um ‘futuro melhor’ e que cobrará medidas quanto às situações expostas. “Pesquisar medidas eficazes e de longo prazo para garantir que não voltem a se repetir massacres, genocídios, invasões e marginalizações sofridas na história dos povos indígenas da Amazônia, aos quais deve ser completamente garantido o direito ao desenvolvimento integral, a cultura, as tradições e o inviolável direito de viver dentro de seus territórios”. (com informações do Site RB / Rádio Vaticano)

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