Índia acreana de 120 anos pode ser mulher mais velha do mundo

A índia acreana Maria Lucimar Pereira pode ser a mulher mais velha do mundo. Ela foi localizada por uma agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que, de posse de documentos, concluiu que ela nasceu no dia 3 de setembro de 1890. Ou seja, a idosa tem 120 anos de idade. De acordo com parentes, Lucimar é viúva, teve 10 filhos (apenas 3 vivos) e 22 netos.
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A matriarca é da etnia Huni Kui (Kaxinawá) e vive na aldeia Henê Nixia Namakia (terra indígena do Médio Enviara), localizada no antigo Seringal Curralinho, em Feijó.
Segundo um de seus netos, Ninawá Huni Kui, ela é bem lúcida, cria galinhas, carrega baldes d’água, mas é tímida. Ela foi vítima da colonização seringueira conhecida como ‘Correria’, que consistia em capturar indígenas à força para eles extraírem borracha.

O IX evento cultural do povo Huni Kui, que acontece entre 1º a 3 de setembro, vai comemorar, entre outras atividades, os 121 anos da anciã. “O seu nome verdadeiro é Parã Banu Bake Huni Kui”, destaca o neto Niwawá, que quer fortalecer as práticas tradicionais das comunidades de seu povo.

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O fato de Lucimar ser a mulher mais velha do mundo ainda não chegou ao conhecimento dos editores do livro dos recordes, o Guinness Book. O livro ainda aponta que a mulher mais velha do mundo seria outra brasileira, Deolinda Soares Rodrigues, que tem 113 anos, e mora no interior de São Paulo.  A paulistana ganhou a posição após a mineira Maria Gomes Valentim, moradora de Carangola, que morreu em junho deste ano. Ela estava prestes a completar 115 anos. A índia acreana também supera em 6 anos a pessoa mais velha apontada na lista da enciclopédia virtual Wikipédia.

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