Abastecimento de água de Rio Branco é tema do debate na Aleac

O nível das águas do Rio Acre no verão amazônico baixa naturalmente. O deputado major Rocha (PSDB) resolveu, ontem, associar o fenômeno com um possível colapso de abastecimento de água na Capital. “É uma questão que afeta toda a população. Nós vemos que o Rio Acre tem tido uma redução da sua cota de água. Hoje é possível atravessar o rio com a água abaixo do joelho e tememos uma crise de abastecimento. Nós não temos outra fonte para captar água”, afirmou.
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Claro que as afirmações têm um cunho político. “No caso de um colapso a população estará à própria sorte. O Estado e a prefeitura não têm um plano para resolver o problema. Falaram da construção de uma barragem no Quinoá, mas o povo não pode aguardar a sua construção”, revelou.

Indagado sobre o novo sistema construído pelo Governo próximo a terceira ponte, Rocha respondeu: “Vai levar água para o Segundo Distrito, mas o nosso problema é a captação. Nos próximos anos não sabemos se o rio vai continuar perene ou se pode secar. Temos um grande aqüífero no Segundo Distrito, mas como estão deixando construir residências isso pode levar a contaminação das suas águas”, garantiu.

O outro lado
O deputado Eduardo Farias (PCdoB) contestou as afirmações do oposicionista. “Isso não existe. Nós já resolvemos esse problema quando colocamos uma balsa que segue o curso do rio. A captação do volume de água é mantida pela balsa quando não se consegue mais captar pela base da adutora. O Rio Acre tem muita matéria orgânica, mas quando o rio está baixo a turbidez diminui e isso facilita o tratamento da água. Inclusive, estamos tratando a água com maior rapidez. Esse período é o melhor para a captação e abastecimento do que nos períodos de cheia”, esclareceu.

Aqüífero
Outro ponto contestado por Eduardo Farias diz respeito às construções no Segundo Distrito sobre um dos maiores aqüíferos da Amazônia. “Todos os grandes investimentos foram estudados e licenciados sem o comprometimento do aqüífero. Tem lugares profundos e outros superficializados. É nesses que é preciso tomar cuidado. Onde está profundo não há problema de construção. Portanto, não haverá contaminação da reserva de água”, garantiu.

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