Perpétua acompanha simulação de emergência nuclear em Angra

A deputada Perpétua Almeida (PCdoB) acompanha nesta quarta-feira a simulação de emergência em acidente nuclear na central de usinas de Angra dos Reis. A experiência é um teste ao plano traçado pelo Estado do Rio de Janeiro para conter possíveis vazamentos de radiação no complexo que tem capacidade de iluminar o Estádio do Maracanã por 150 mil anos.

Perpétua explica que a simulação será de dois dias e irá aprimorar o Estatuto de Proteção Civil, um marco legal em elaboração pela Comissão Especial Diante de Catástrofes Climáticas da Câmara Federal, presidida pela parlamentar acreana.

“Erros e acertos precisam ser identificados. Num futuro bem próximo, União, estados, municípios e comunidades precisarão estar afinados. E qualquer ação bem sucedida contra possíveis calamidades nucleares no país depende de prevenção”, explicou a deputada, que completou: “a tragédia de Goiânia (vazamento ocorrido em 13 de setembro de 1987) foi o maior do Brasil e o maior do mundo ocorrido fora das usinas nucleares, com centenas de vítimas. Poderia ter sido evitada”, disse, referindo-se ao equipamento radiológico irresponsavelmente deixado num hospital e confundido como sucata.

A simulação desta quarta e quinta-feira, segundo o programado, inclui a remoção de radioacidentados por via terrestre e marítima e a evacuação de famílias num raio de até 3 quilômetros de Angra I, II e III. Centenas de técnicos, cientistas, profissionais em saúde e brigadistas, além de físicos nucleares, estarão envolvidos em garantir segurança à população e aos trabalhadores e a integridade das instalações e ao meio ambiente. Tudo parecerá uma emergência real.

Atendendo a uma recomendação da presidenta Dilma Roussef,  a política nuclear brasileira vem sendo aprimorada desde os últimos acontecimentos. O armazenamento de material radioativo não pode ser caracterizado como cem por cento seguro ou não poluente, ainda que inúmeras medidas de segurança sejam tomadas para evitar acidentes como o ocorrido Fukushima, no Japão, o mais grave desde a catástrofe de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986. (Assessoria)

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