E a luz? Como é que fica?

O Movimento Popular Menos Impostos, Mais Energia, ganhou as ruas e colheu quase 28 mil assinaturas.

No dia 9 de junho, há 65 dias, protocola-mos na Assembléia Legislativa e no Gabinete do Governo do Estado um documento reivindicatório para modificações na Lei Complementar Nº 100, de 18 de dezembro de 2001, no seu Artigo18 – V que estabelece novas alíquotas de ICMS para as contas de energia elétrica de todos os acreanos.

Até agora nada foi feito.

Estão fazendo ouvidos de mercador, dando pouca ou nenhuma importância para uma reivindicação justa e abrangente.

Na Assembléia Legislativa, segundo informações extra-oficiais, o plano é fazer uma audiência pública, mas não definiram a data.

No Gabinete do Governador a informação que chega é que ainda vão dar uma posição sobre as reivindicações.

Sessenta e cinco dias e até agora nada!

O que de consistente nós temos é que a qualidade da nossa energia é inexistente.

Isso é fato incontestável!

Todos os acreanos vivenciaram, nos últimos dias, vários mini apagões por dia e o que tivemos??? Nenhuma explicação. Nenhuma argumentação consistente para o tamanho do desrespeito com o povo do Acre.

Nossa energia é cara, sim senhor! A fórmula de cálculo é perversa e compromete a renda dos assalariados de baixa renda e ninguém, que tem o poder de fazer alguma coisa, faz coisa alguma.
O povo do Acre há muito sofre!

Sofre com os picos de energia, com os apagões, com o péssimo atendimento e ineficiência na distribuição de energia da Companhia de Eletricidade do Acre/Eletroacre e com o valor da tarifa energética.

Será que é tão difícil admitir que a desoneração da tarifa de energia residencial, comercial e industrial é fundamental para alavancar o desenvolvimento do estado que busca crescer e prosperar???

A própria presidente do Brasil, Dilma Rousseff, já vem trabalhando para desonerar vários setores na tentativa de alavancar o crescimento do país e aqui no Acre não se toma uma medida nesse sentindo.

O povo do Acre não pede muito, não quer ser isentado de pagar impostos, só quer ter energia de qualidade com preço e tributos justos.

O governo brasileiro, atento à essa necessidade, já estuda formas de reduzir o preço da energia elétrica no país, que figura entre as cinco mais caras do mundo.

O ICMS nas contas de luz dos acreanos é alto e da forma que é calculado “por dentro”, sobrecarrega empresários e trabalhadores que necessitam de um governo que não pense no curto prazo e que veja que, num futuro bem próximo, esse peso irá levar a capenga economia acreana à banca rota.
 
Eliane Sinhasique é jornalista, radialista e publicitária
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