Política nacional 02/09/2011

“Decidimos não emprestar mais jatos a políticos”.

Empresário Eike Batista, que andou emprestando jatos ao governador Sérgio Cabral.

Birra jurídica segura posse de senadores eleitos
Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e João Capiberibe (PSB-AP) fazem uma via crucis para assumir seus mandatos no Senado. Eles foram os mais votados em 2010, em seus estados, mas não puderam assumir porque haviam sido enquadrados na Lei da Ficha Limpa. Com a derrubada da lei, ganharam o direito à posse nos lugares de Wilson Santiago (PMDB-PB) e Gilvam Borges (PMDB-AP), respectivamente.

Embromation
As sentenças em favor de Cássio e Capiberibe, no Supremo Tribunal Federal, estão suspensas pela indústria das manobras protelatórias.

Data venia
As decisões autorizando as posses saíram no Diário da Justiça em 5 de maio (Cássio) e 17 de agosto (Capiberibe). Mas não têm eficácia.

Ponte aérea
Cássio visitou ministros do STF para acompanhar sua situação. No Senado, Wilson Santiago nem se preocupa em limpar as gavetas.

Celeridade
Por coincidência, o ministro Luiz Fux, que idealizou o novo Código de Processo Civil, defende um basta na farra dos recursos protelatórios.

Caravana de Lula faz lobby
O lobby é escancarado: após visitar a Bolívia do cocaleiro Evo Moraes, cujo governo surrupiou refinarias da Petrobras e “regularizou” milhares de carros roubados no Brasil, o ex-presidente Lula foi à Costa Rica, patrocinado pela empreiteira OAS, que está de olho em uma obra de US$ 52 milhões para construir uma rodovia naquele país. É a caravana da OGN do cumpanhêro rodando a bolsinha para a campanha de 2014.

Alô, doutor
Finalmente o Senado terá sua Ouvidoria, cujo sistema foi cedido pela Câmara. Agora, talvez os senadores escutem o que não queriam.

O enredo do samba
Entra de novo na avenida Planalto, inspirado no tema “mensalão”, a liberação dos bingos para ajudar a Saúde. Olha o Waldomiro aí, gente!.

Fraude-se
O Itaú guarda ruidoso silêncio sobre a fraude contra ex-cliente: sequer checou os dados desatualizados há 11 anos para financiar um carro.

Morte no bondinho
A família do francês que morreu ao cair do bondinho em Santa Teresa (RJ), há três meses, vai processar o governo do Rio por falta de segurança, diz um jornal de Nice. O condutor do bonde morreu em outro acidente há dias, que matou cinco pessoas, diz o pai do rapaz.

High Society
O ex-presidente FHC abriu mão de homenagem na Assembleia de Minas ou na Câmara de BH. Escolheu o Automóvel Clube, reduto da elite, para o título de cidadão honorário. Sem o povão nas galerias.

Comenda Demagogia
Pegando carona na fama da campeã, a ministra Iriny Lopes (Mulheres) quer criar a Comenda Fabiana Murer para mulheres de destaque. Mas continua ignorando o brutal assassinato da juíza Patrícia Acioli, no Rio.

Outra do Pagot
O Tribunal de Contas da União determinou que o DNIT cancele a licitação das obras de parte da BR-230, no Pará, por sobrepreço de R$ 34,6 milhões. O “novo” DNIT quer manter e depois fazer os “ajustes”.

Betuminosa
Dilma ficou uma arara: o presidente da Infraero, Gusvato Vale, mandou uma pedagoga, e não um engenheiro, ao seminário de pavimentação de aeroportos em Buenos Aires. O odor dele na estatal é de betume.

$obre rodas
A montadora Renault será instalada no norte fluminense em terreno de Eike Batista, que exige sociedade com os franceses. A Nissan também ofereceu a ele um naco da fábrica para facilitar a escolha pelo Rio.

Vende-se
Um ricaço chinês quer comprar parte da Islândia por US$ 8,8 milhões, “ajudando” o país na crise financeira. Por bem menos, compraria um pedaço do Brasil no balcão de negócios da Esplanada dos Ministérios.

À vontade
Político experiente, ex-governador do Rio de Janeiro, o ministro Moreira Franco, chefe da secretaria de Assuntos Estratégicos, está empolgado com o trabalho atual, propondo diretrizes para o futuro do país.

Pergunta no arraiá
O Turismo também fez convênio para formação de quadrilha?

PODER SEM PUDOR
Hóspede indigesto
Mocidade era figura folclórica na Paraíba dos anos 60. Não tinha emprego, mas andava bem vestido graças à generosidade de pessoas como o governador João Agripino, que até permitiu que ele morasse no palácio. Mas Mocidade adorava atacar o governador e pregava a invasão do palácio para “derrubar o governo!”. Agripino soube e o chamou para almoçar:
– Mocidade, quem lhe dá quarto e comida?
– O senhor.
– Como, então, você convoca uma multidão para derrubar o governador?
Mocidade respondeu com o garfo suspenso na altura do queixo:
– Governo tem que se lascar, existe para ser derrubado…

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