Política nacional 10/09/2011

“Fiz minha campanha sem prometer nada, o que eu fizer é lucro”.

Tiririca (PR-SP) que ainda parece tentar entender o que faz um deputado federal.

Ministro pede TCU e CGU monitorando licitação
O ministro Alexandre Padilha (Saúde) solicitou que três órgãos de fiscalização – Tribunal de Contas (TCU), Controladoria-Geral (CGU) e Advocacia-Geral da União (AGU) – monitorem a licitação da obra de R$ 496 milhões do Instituto Nacional do Câncer (Inca). A entrega das propostas foi adiada para o dia 22 deste mês, após esta coluna revelar a pressão de petistas ilustres em favor da empreiteira paulista Schain.

Quem cala…
Lula não comentou a declaração de Marcos Valério de que deveria ser incluído no mensalão. Foi o silêncio mais ruidoso de Lula até agora.

Piada na parada
O porralouca do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, cumprimentou Dilma pelo 7 de Setembro, lembrando a luta dos países pela “Justiça no mundo”.

PT 6×3
Dos ministros do Tribunal de Contas da Uniao, cinco foram escolhidos por Lula, quatro por FHC. Os petistas querem o sexto ministro.

Pleno vapor
O PSD de Gilberto Kassab nem nasceu e já tem aliança informal para as eleições do ano que vem. Fechou com o PSB no Recife.

Lorota
O governo do Rio de Janeiro está em apuros: foi informado pelas representações diplomáticas da Alemanha que, atraídos pela propaganda da “pacificação” de regiões faveladas, estudantes daquele país, às dezenas, organizam grupos de visitas ao chamado “complexo do Alemão” para conhecer a propalada expulsão de traficantes. Os primeiros grupos começam a desembarcar nas próximas semanas.

Mérito
Eraldo Alves da Cruz, profissional da área de turismo no DF, assumiu a secretaria-geral da Confederação Nacional do Comércio. Por mérito.

No meu, não
Pai da ideia da rede de TV, rádios e portal Sindical, Vicentinho (PT-SP) se calou diante da pretensão petista de proibir “concentração de mídia”.

Lamento 
De um garçom de restaurante da moda na capital sobre a época áurea do lulismo: “No tempo do lobby escancarado as gorjetas eram ótimas”.

No fundo, cargos
O senador Cristovam Buarque (PDT) deve ter usucapião da Secretaria de Educação no governo do DF. Indicou o amigo Marcelo Aguiar para ser o secretário dos governos Arruda e Rosso, de triste memória, e, inconformado por não manter o espaço, rompeu com o governo petista.

Bala carioca 
Menino travesso que desgoverna o Rio, Sérgio Cabral deu de mão beijada à empreiteira Ode-brecht a estação carioca do trem-bala. É a primeira vez que a bala chega antes do trem.

Infraero unida
Ao justificar em nota o cancelamento de um curso na Disney de dois protegidos, o presidente da Infraero, Gustavo do Vale, conseguiu fazer em um dia o que tenta há seis meses: unir os servidores. Contra ele.

Língua concretada
Convenientemente, o presidente da Infraero se esqueceu de explicar por que autorizou uma pedagoga (e não um engenheiro, por exemplo) a viajar a Buenos Aires, por nossa conta, para aprender concretagem.
 
Serra está vivo
O tucano José Serra faz palestra sobre reforma tributária em João Pessoa, em outubro. Mas viaja um dia antes para Campina Grande, no interior, para agradecer a boa votação que teve na cidade em 2010.

Enfim, o fim
O Tribunal Superior do Trabalho condenou Furnas Centrais Elétricas a indenizar em R$ 200 mil o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) por contratar sem concurso por doze anos. A coluna noticiou vários casos.

Elogio da preguiça
Foi considerada “positiva” pelo clipping diário da Infraero a nota desta coluna sobre atraso na liberação de bagagens no aeroporto de Brasília, à meia-noite, após um vôo vazio de Porto Alegre. Chama-se a isto elogio da preguiça. Ou, como Erasmo de Rotterdã, “elogio da loucura”.

Um livro diferente
A ONG Brasil Verdade lançou o livro-notícia crime “Conspiração Federal”, sobre supostas fraudes no processo sobre câmeras clandestinas nas celas do presídio federal de Campo Grande (MS). A renda reverterá aos agentes federais demitidos após a denúncia. 

Rima pobre
Piada na internet sobre o roubo cinematográfico que o Itaú tentou esconder em São Paulo: eles entram com o cofre e você com o…

PODER SEM PUDOR
O ‘furto’ que não houve
Brasília não merece mesmo a fama dos políticos que a frequentam. Quando renunciou ao mandato, na esperança de retornar ao poder fortalecido, Jânio Quadros pediu ao ajudante de ordens, major Amarante, que deixasse no Palácio Alvorada um terno e sapatos. Mais tarde, em 1978, conforme relato de Murilo Melo Filho em seu soberbo “Tempo Diferente” (ed. Topbooks, Rio, 295 pp.), Jânio contaria uma lorota à revista Manchete:
A Presidência da República não me deu nada. Pelo contrário, andou me tirando. Lá, furtaram-me um terno, uma camisa e um par de sapatos…

 

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