Política nacional 11/09/2011

“Pensei que fosse o começo da terceira guerra mundial”.

Ex-presidente FHC revelando o que imaginou no instante do ataque de 11 de setembro.

Suspeitas podem derrubar ministro do Trabalho
O ministro Carlos Lupi (Trabalho) pode ser o próximo a cair no governo Dilma. O Palácio do Planalto pediu explicações sobre denúncias graves envolvendo o ministro e seu parceiro e chefe de gabinete Marcelo Panella, em negócios supostamente irregulares com uma Fundação Pró-Cerrado, especialmente contemplada com recursos milionários do Fundo de Amparo ao Trabalhador para cursos de qualificação.

Sempre o jatinho
Carlos Lupi e seu chefe de gabinete Marcelo Panella são acusados de usar com frequência o jatinho do dono da Fundação Pró-Cerrado.

Primeira baixa
As averiguações do Palácio do Planalto já levaram ao afastamento de Marcelo Panellas, que constrói uma mansão na Barra da Tijuca, no Rio.

Script pronto
O objetivo do afastamento de Marcelo Panellas é dar ao ministro Carlos Lupi o argumento de que ele demitiu o auxiliar, ao saber das suspeitas.

Parou tudo
Temendo as algemas da Polícia Federal, dirigentes do Ministério do Trabalho suspenderam pagamentos a fornecedores e a conveniados.

Dia da Caça
O prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rego (PMDB), está com o mandato por um fio no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba. Na próxima terça-feira, o TRE/PB discute o voto do juiz relator pedindo sua cassação pelo uso de dinheiro público na reeleição, em 2008. O senador tucano Cássio Cunha Lima, que enfrentou calvário idêntico em 2009, não tripudia. Mas sabe que vingança é prato que se come frio.

Triangulação
O prefeito Veneziano do Rego é acusado de emitir cheque do Fundo Municipal de Saúde para uma empresa que “doou” a grana para ele.

Com Joaquim
O processo de Cássio Cunha Lima voltou para Joaquim Barbosa, o ministro relator, que retornou de licença ao TSE e vai julgá-lo em breve.

O retorno
Eleito senador, Cássio Cunha Lima foi barrado pela lei Ficha Limpa, recorreu e retomará a cadeira ocupada por Wilson Santiago (PMDB).

Amnésia
Réu no mensalão, o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) lamentou de novo no Twitter a ausência de Lula no processo, que Marcos Valério também reclama. Mas esqueceu ter defendido a inocência de Lula.

Gracinha
Para ficar bem na foto, a Controladoria Geral da União apresentou como seu o relatório do rombo de R$ 682 milhões na Valec e no DNIT, incluindo R$ 227 milhões apontados pelo Tribunal de Contas da União. Fazendo as contas, a CGU apurou mesmo R$ 455 milhões.

Sem candidato
Auxiliares de Dilma têm procurado deputados federais para garantir: ela não tem candidato a ministro do Tribunal de Contas da União. A presidenta não deseja em sua conta a eventual derrota de um aliado.

Dilma de olho
Ao contrário de Lula, Dilma lê todos os jornais, revistas e colunas, mesmo as mais críticas ao governo. Assim, seguindo o exemplo do Imperador Pedro II, ela fica sabendo como agem os seus ministros.

La vie en rose
Uma vida à altura do cargo: circula no serpentário que, em três anos, o embaixador em Paris, José Maurício Bustani, trocou o elevador caseiro por  €60 mil e até queria um carrão BMW 740i de € 65mil, com GPS. O Itamaraty autorizou uma BMW mais modesta, sob protestos.

Aviso aos camaradas
Editorial do Granma, jornal oficial de Cuba, lembrou que “corrupção é contrarrevolução”, condenando a amizade para “obter privilégios estatais através de subornos, em benefício próprio”.

Casa arrombada
Assolada por nova enchente, Santa Catarina vai receber recursos para minimizar a tragédia, não preveni-la. Em 2008, Lula falou das providências, mas culpou “o cara lá de cima”. Em 2010, culpou “os de baixo” pelo destino de R$ 1,3 bilhão que o Estado recebeu.

Só pra contrariar
De olho de novo na prefeitura, o ex-prefeito Cesar Maia (DEM-RJ) lembra a embromation do governo Cabral, anunciando instalação de UPP no Complexo do Alemão até o final de 2010. Agora vai?

Pensando bem…
…se o mundo não acabar de novo hoje, Osama, ao contrário de Elvis, morreu mesmo.

PODER SEM PUDOR
Soluções à brasileira

Preso durante o regime militar por ordem de um coronel Epitácio, delegado do DOPS, o saudoso jornalista Carlos Castello Branco assistiu a uma cena histórica: a chegada do valente advogado Sobral Pinto à delegacia, aos berros, arrastado por policiais. O coronel arrogante falava muito, até mencionar a expressão “soluções à brasileira”. Sobral perdeu a paciência:
– Agora chega, seu coronel, porque não existem “soluções à brasileira”. O que existe apenas é peru à brasileira!

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