Política nacional 14/09/2011

“Enquanto eles discutem, nós estamos aqui gastando”.

Presidenta Dilma, ao afirmar que a crise afeta outros países, mas poupa o Brasil.

Dilma demite presidente do IBGE por ser homem
Apresidenta quer uma mulher no comando”. Essa foi a justificativa da ministra Miriam Belchior (Planejamento) a Eduardo Nunes, que presidia o IBGE há oito anos, ao comunicar sua demissão. Nunes foi chamado a Brasília para uma “reunião”, mas foi surpreendido pelo bilhete azul. Depois, foi contar tudo a políticos aliados, no Congresso. Wasmália Bivar, amiga da ministra e da própria Dilma, toma posse este mês.

Elas no poder
Wasmália Bivar, que assumirá a presidência, era diretora de pesquisas da instituição do IBGE e ambicionava o emprego do ex-chefe.

Chega pra lá
A troca mostra que Dilma, aos poucos, vai se livrando da herança: Eduardo Nunes era ligado ao ex-presidente Lula.

A fila anda
Sérgio Gabrielli que se cuide: Graça Foster, diretora de Gás, amiga de Dilma, sonha presidir Petrobras. E se viabiliza, visitando senadores.

Código de alerta
Quem conhece Dilma reparou, na entrevista ao “Fantástico”, no célebre código “minha querida”. Quer dizer: “não gostei e muda o assunto”.

DF: rejeição a Agnelo
A pesquisa Mark/CH realizada em todo o DF entre os dias 4 e 7 deste mês, com 1026 entrevistados, revela que o exercício do governo é mesmo desgastante: Agnelo Queiroz (PT) já lidera os índices de rejeição, com 18,1%, em caso de hipotética eleição para o governo, seguido dos ex-governadores Joaquim Roriz (14,6%) e José Roberto Arruda (10,4%). A ex-governadora Maria Abadia, com 6%, está em 4º.

Pergunta fatal
A Mark indagou aos entrevistados: “Se as eleições fossem hoje e os candidatos estes, em quem o Sr (a). Não votaria de jeito nenhum?”

Contramão
Rollemberg (0,6%), o deputado Reguffe (0,9%), Weslian Roriz (2,5%) e o deputado Luiz Pittiman (2,6%) estão entre os menos rejeitados.

Receita milionária
Eike Batista em momento “Paulo Coelho” no Twitter: “feliz (sic) aqueles que receberam o dom de ter mais prazer em ajudar do que receber!”.

Fora, Lupi
O ex-deputado Brizola Neto (“Brizolinha”) lidera um grupo cada vez maior de militantes do PDT envergonhados com a atuação de Carlos Lupi, como ministro e presidente do partido. Querem sua destituição.

Chave de cadeia
Carlos Lupi e seu ex-chefe de gabinete Marcelo Pa-nella são acusados de privilegiar a ONG Fundação Pró-Cerrado em convênios milionários. A dupla também usou com frequência o jatinho do dono da ONG.

Afogada
A ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) reassumiu a condição de paulista. A ex-senadora petista se encheu de enchentes e não abriu a boca sobre a nova tragédia no Estado em que fez carreira política.

Polícia inerte, no Rio
A Polícia Civil nada fez para elucidar o assassinato do arquiteto Romulo Tavares, dia 3, no Rio. Não checou câmeras nas ruas nem nos prédios vizinhos, tampouco ouviu testemunhas, porteiros, nada.

Senõr Abobrinha
Como a coluna antecipou, a Petrobras jogou a toalha no acordo com a PDVSA do porralouca Hugo Chávez com a refinaria Abreu e Lima (PE). Chávez promete e promete de novo, mas não vai coçar o bolso. Dele.

Hilariante
Para o secretário nacional de Comunicação do PT, deputado André Vargas, carona de avião de ilustres do governo é “debate periférico da oposição”. Não é a toa que ele tem Ilário no sobrenome.

Casos de família
Réu no mensalão, o ex-deputado José Genoino (PT-SP) e assessor especial no Ministério da Defesa chamou o colega de processo Roberto Jefferson de “pai da mentira”. A mãe, todos conhecem.

Pior que ônibus
A Webjet é pior do que se imagina. Segunda-feira (12), vôo 5881 (Belo Horizonte-Brasília), previsto para 13h57, só decolou após as 17h. Sem ar-condicionado. Água só para quem pagou por ela, após a decolagem.

Pensando bem..
…Lula deve chamar Delúbio Soares e Marcos Valério de “meu négos”, de tanto negarem a existência do mensalão.

Fígado sofredor
O esporte favorito de Miguelzão, figura popular em Campina Grande (PB), era chamar de “beberrão” um conterrâneo ilustre, nos papos do calçadão da avenida principal, nos idos de 1990: o poeta e candidato a governador Ronaldo Cunha Lima. Eleito, Cunha Lima resolveu fazer as pazes com Miguelzão. Um amigo comum ponderou:
– Ronaldo não guarda rancor, reconheça que ele tem bom coração!
– É, o coração dele é bom – concordou Miguelzão – Mas o fígado não presta…

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