Política nacional 15/09/2011

“Eu fui presidente e sei que é assim”.

José Sarney, para quem Dilma é a única responsável pela demissão de Pedro Novais.

Portos: Antaq passa informação falsa ao TCU
Na defesa extremada da privatização branca dos portos, atendendo a interesses poderosos como os da empreiteira Odebrecht, a Agência Nacional de Transportes Aquaviá-rios distorceu os fatos em ofício ao Tribunal de Contas da União: afirmou que o governo anterior “privatizou o setor” e que o governo atual teria de respeitar isso. Lorota. O governo privatista de FHC até estimulou investimentos privados no setor portuário, mas manteve a exploração portuária como serviço público.

Licitação obrigatória
O setor portuário tem tratamento idêntico ao ferroviário: delegação da exploração à iniciativa privada por concessão de serviço público.

Olha a turma
A Antaq ainda é feudo da turma do deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP) que a presidenta Dilma “faxinou” na área de Transportes.

Os afilhados
Tiago Pereira (Antaq) e Amary Pires, do Fundo de Marinha Mercante, são afilhados de Costa Neto, um réu da comissão de ética da Câmara.

Alô, MPF
Já é hora de o Ministério Público Federal investigar a natureza das relações da Antaq com o lobby pela privatização branca dos portos.

SP: ‘máfia da Mooca’
A Mercosul Comercial Ltda, a Capricórnio S/A e a Diana Paolucci S/A, conhecidas carinhosamente como “máfia da Mooca”, que monopolizam as vendas do setor ao governo tucano de São Paulo, devem vencer a licitação amanhã (16) para fornecer 5,7 milhões mochilas estudantis. A Fundação de Desenvolvimento da Educação pagará R$ 40 milhões: cada mochila (comprada a US$ 0.70 na China) deve sair por US$ 7.00.

Xadrez político
O presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, justificou o alto preço do álcool por “falta de cana”. Juridicamente, está corretíssimo.

Embramico
Nem Pelé salva o turismo para 2014: o atraso nas obras da Copa e na reforma do Maracanã foi destaque ontem na imprensa internacional.

Grana água abaixo
A “lavagem” de R$ 710 mil da Madeleine, em Paris, às nossas custas, pagariam 1.972 bolsas de iniciação científica pelo CNPq (R$ 360 cada).

Pescando parentes
O ministro mosca-morta Luiz Sérgio (Pesca) fecha os olhos para um caso clássico de nepotismo sob seus vastos bigodes: Sebastião Birino, chefe de gabinete, e Conceição Boas, assessora, são marido e mulher.

Põe na conta
Mofam no Paraná 28 mil toneladas de milho que o governo Lula doou à Coreia do Norte, do ditador Kim Jong Il, e ao “governo” da Somália: o transporte exigirá uns três mil caminhões até o porto de Paranaguá.

Lei da selva
O Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa precisa honrar a própria denominação: o diretor afirmou a parente de uma vítima que o seu DHPP não elucida 98% dos crimes ocorridos no Rio de Janeiro.

Grave denúncia
A ex-mulher de Durval Barbosa, Fabiani, disse à TV Record ter ouvido do ex-marido, operador do esquema de corrupção no DF, que tem a Justiça “na mão”, por isso jamais será preso. Ele é investigado por abusar sexualmente dos próprios filhos de 3 e 6 anos de idade.

Saia de casa sem ele
Pedro Agora Vais (ex-Turismo) no motel: R$ 2 mil; empregando a governanta na Câmara, R$ 500 mil. A mulher nas compras com motorista oficial: R$ 400 mil. Nosso dinheiro: não tem preço.

Brasileiro bonzinho
A embaixadora do Brasil na ONU, Maria Luiza Viotti, destaca a “boa-fé” do Irã, aceitando inspeção às usinas se a Agência de Energia Atômica suspender as sanções. Nem Ahmadinejad acredita nessa tal “boa-fé”.

Road show
Especialista em países emergentes, Françoise Lemoine, do Centro de Estudo e Pesquisa em Economia Internacional, passou a faca em Mantega na revista Le Point. Duvidou da ajuda dos Bric’s à UE: “não se entendem, é fachada. O Brasil tem pouca reserva cambial para tanto”.

Matando a charada
Após nove dias em Londres e Paris, o deputado Rogério Carvalho (PT-SE) criticou o SUS de lá, que não é totalmente gratuito. Esqueceu dos 40 milhões no Brasil que preferem pagar plano de saúde.

Pergunta atrás da porta
Como Pedro Agora Vais explicou a Dilma a orgia dele no motel?

Política e verborragia
Lula não foi o primeiro político a utilizar palavras cujo significado ignora. Em 1996, na campanha para a prefeitura de Curitiba, o radialista Carlos Simões cometia frases do gênero “Os problemas de Curitiba precisam ser tratados de forma eqüidistante” ou “A cidade cresce para o sul, o norte, para o leste e para o oeste, de forma colateral”. As pesquisas indicavam o favoritismo de Cassio Taniguchi, mas ele tinha uma explicação para o fracasso anunciado:
– A eleição ainda não foi bem encalacrada (sic) pelo povo..

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