Política nacional 29/09/2011

“Brasil não é presa fácil para a crise”.

Presidenta Dilma, reafirmando que o Brasil está preparado para enfrentar dias difíceis.

Nova lei da internet dificulta combate a pedofilia
O projeto de lei 2126/2011 enviado ao Congresso pela Casa Civil da Presidência da República é uma mãe para as empresas de internet e uma dor de cabeça para a polícia. O artigo 11, o mais polêmico, determina que o provedor deve guardar os dados de conexão “pelo prazo de um ano”, tempo considerado curto em se tratando de cerco a crimes cibernéticos como o de pedofilia, o maior mal da rede.

Conexão de risco
Há deputados loucos para estabelecer controle da internet, a pretexto de evitar os supostos “crimes contra a honra”.

Olho nos ‘posts’
O artigo 14 do projeto prevê punição dos sites por “danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros”, ou sejam, seus leitores.

Gaveta virtual
A Lei de Crimes Cibernéticos foi esquecida no Congresso. Aprovada no Senado, dorme numa gaveta da Câmara. Foi protocolada há 11 anos.

Aí tem coisa
Chama a atenção o aumento de policiais federais em Brasília, nos últimos dias, gerando expectativa de uma iminente grande operação.

Ministra paga o preço…
A ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça, paga preço alto por não ter medo de ter coragem. Como corregedora nacional de Justiça, sabe o que diz, por isso advertiu para a infiltração de bandidos na magistratura. Não generalizou, muito pelo contrário. Em vez de virar alvo de corporativismo anacrônico, ela merecia a proteção de sua entidade de classe e a solidariedade do Conselho Nacional de Justiça.

Recordar é sobreviver
A igualmente valente juíza Patrícia Acioly foi assassinada no Rio de Janeiro após colegas superiores lhe negarem apoio e até proteção.

Não é novidade
Investigações revelaram que a organização criminosa PCC financiava meliantes para fazerem concurso para a polícia, MP e até a Justiça.

Descalabros
Ex-corregedor nacional de Justiça, o ministro Gilson Dipp lembrou na OAB: “Não fosse o CNJ, não seriam descobertos tantos descalabros”.

BB partidarizado
Os presidentes dos três principais partidos de oposição atacaram a mudança parcial do Banco do Brasil para São Paulo, revelada nesta coluna, como forma de fortalecer o PT na campanha municipal de 2012. Para o senador Agripino Maia (DEM), “é crime de lesa-Pátria”.

Entidade ‘privada’
O presidente do PSDB, Sergio Guerra (PE), diz que a mudança do BB faz parte da “tentativa de derrotar” os candidatos tucanos em São Paulo. Roberto Freire, do PPS, ironizou: “o governo acha que o BB é uma entidade privada dele. Já fizeram isso com a Petrobras”.

Temperança
Ana Arraes revelou a esta coluna que contava só com 180 votos na disputa pela vaga do TCU. Não por pessimismo, mas pela lição de vida do pai, Miguel Arraes: “A ilusão do voto é pior que a ilusão do amor”.

Vai dar confusão
As demais redes estão em pé-de-guerra com a informação de suposto contrato da Globo com o governo do DF, na gestão Arruda, para usar como estúdio a área do antigo restaurante panorâmico da Torre de TV.

Então tá
Em artigo para o site do deputado Paulinho (PDT-SP), sobre a Reforma Política, publicado nesta quinta, o ex-ministro José Dirceu defende um modelo que reduza o espaço à corrupção e barreiras ao “caixa dois”.

Xodó
Apontado como um dos principais articuladores nas discussões sobre  o novo Código Florestal, o senador Waldemir Moka (PMDB-MS) é o novo xodó das equipes de articulação política do Palácio do Planalto.

Economia
O Senado quer reduzir gastos com impressionantes 16 milhões de cópias ao mês, 533 mil/dia, monitorando copiadoras. Desconfia o que todo mundo sabe: a maior parte é dispensável ou particulares.

Leilão em BH
A galeria de arte Erol Flynn realizará nesta quinta em Belo Horizonte um importante Leilão de obras de dezenas de grandes artistas, entre os quais Cândido Portinari, Alfredo Volpi, Di Cavalcanti e Anita Malfati.

Paola para crianças
O filme “Professora muito maluquinha”, estrelado por Paola Oliveira, estreia nesta sexta às 17h30 no Festival de Cinema de Brasília. É dirigido por André Alves Pinto, sobrinho de Ziraldo, autor da obra.

Político descalcificado
Falecido há alguns anos, o deputado pernambucano Ricardo Fiúza adorava contar a história de um conterrâneo que certa vez, num comício, ouviu um bêbado provocar: “Você é um descalcificado!” O político ridicularizou o homem:
– Não discuto com ignorantes da sua laia: o certo é “desclassificado”!
Para quê! Era o que o bêbado provocador queria ouvir, para responder:
– No seu caso é “descalcificado” mesmo. É corno há dois anos e até hoje não nasceu o chifre!

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