Instituto Oncoguia realiza II Simpósio sobre câncer

Com  o tema “A força da mídia em articulação com a voz do paciente”, o Instituto Oncoguia promoveu entre os dias 30 e 31 de agosto último, em São Paulo, o seu II Simpósio sobre câncer. O evento contou com a participação de médicos ligados a área, jornalistas, a presidente do Oncoguia, Luciana Holtz Barros, a representante da American Cancer Society, Alessandra Durstine, e outros convidados.
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Luciana Holtz, presidente do Oncoguia, coordenou os debates. Segundo ela, melhorar a qualidade de vida de pessoas que enfrentam a doença é um dos principais objetivos do instituto. Ela falou sobre as doações, o que fazem, das parcerias com o Hospital Albert Eistein e do orgulho do portal www.oncoguia.com.br, que até julho teve mais de um milhão de pessoas acessando informações de qualidade que vão fazer diferença na vida do paciente com câncer. Contou ainda que participou recentemente de uma audiência pública no Senado Federal para discutir os direitos do paciente com câncer, à convite da senadora Ana Amélia, e da campanha da quimeo oral com mais de 18 mil assinaturas, em 15 dias, com ajuda dos pacientes e familiares e das redes sociais.


“A palavra câncer ainda é um desafio. Amedronta, paralisa, causa sofrimento e nós temos que quebrar esse preconceito. Vem aí uma epidemia de câncer. No Brasil serão 16 milhões de novos casos até 2020, 500 mil por ano, segundo as estatísticas. E nós temos que estar preparados para isso. Infelizmente, hoje, de 40 a 50% de novos casos são diagnosticados em estágios avançados sem chances de cura. Portanto, o que todos têm que ter é informação, diagnóstico rápido, tratamento, qualidade de vida, apoio e benefícios legais garantidos. É para isso que lutamos”, concluiu Luciana. 


Mapa completo no Jornal Nacional
Convidada para falar sobre a série de cinco reportagens que fez sobre câncer de mama para o Jornal Nacional, da Rede Globo, a jornalista Lílian Teles contou que decidiu fazer a pauta porque foi informada que havia passado de 40 para 50 anos os exames preventivos de mamas e o Ministério da Saúde não estava mais incentivando o auto-exame.

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Segundo ela, as alegações eram que ao fazer os exames aos 40 a mulher recebia uma dose desnecessária de radiação e quanto ao auto-exame, coloca muita responsabilidade nas mãos da mulher. “Esse foi o ponto de partida. Tinha que clarear as idéais das pessoas”. Depois, continua ela, “veio a dificuldade para a equipe realizar a pauta”. Segundo Lílian, foi difícil porque é extremamente questionável os dados oficiais sobre câncer de mama. Aí, vinham os ques-tionamentos: por que o câncer de mama é o que mais mata se ele pode ser diagnosticado cedo e curado? Por que mata tanto? E ao longo da reportagem, vieram as respostas: por falta de condições, de mamógrafos, por medo, por ignorância e falta de acessos aos exames preventivos.

Dos 1.514 mamografos do SUS, só a metade funciona. Na radioterapia, as máquinas estão quebradas ou em manutenção. “Levamos 5 meses para produzir a série. E foi super gratificante porque depois que ela foi exibida no JN, o presidente  da sociedade brasileira de mastologia me ligou falando da importância que foi a reportagem e dis-se: você para mim se tornou uma referência, porque você tem nas mãos o mapa mais completo e atual de câncer de mama no Brasil”, finalizou ela.

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Dr. Sérgio Simon, da Unifesp, Cpo, Hiae e Gbecam, falou sobre as principais barreiras para prevenção e diagnóstico precoce. Segundo ele, a subnotificação na região Norte do país é muito alta e o acesso a exames é baixo.


O que é o Oncoguia
O Instituto Oncoguia é uma entidade sem fins lucrativos, que tem por objetivo ajudar o paciente com câncer a viver melhor, por meio de ações de prevenção e promoção à saúde e qualidade de vida. Tem a missão de transformar a realidade do câncer no Brasil, de modo a acabar com o preconceito e o medo que ainda impera nas pessoas, impedindo-as de se cuidar adequadamente e, também, a garantir acesso a um diagnóstico rápido e tratamento digno, atual e de qualidade. O Instituto Oncoguia não mede esforços para superar os desafios na luta contra o câncer. Quem quiser mais informações os contatos são:

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Jornalistas Cláudia Collucci, da Folha de São Paulo, e Cilene Pereira, da revista Isto É, fizeram parte da mesa de debates. Contaram experiências das Redações.

email: [email protected]www.twitter.com/oncoguia, 0xx -11 -3053 – 6917  e portal www.oncoguia.org.br

 

 

 

 

 

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