Correios do Acre deixam de entregar cerca de 720 mil correspondências

Depois de 12 dias de paralisação, os galpões da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT/AC) já acumulam 720 mil correspondências. O setor de distribuição é o mais afetado, principalmente no recebimento de faturas de compras pela internet, além das tarifas que devem ser pagas mensalmente. Até o fechamento desta edição, a direção da empresa não havia sinalizado com uma proposta para pôr fim ao movimento.
Correios54254222
“O Governo Federal é intransigente com os trabalhadores e condescendente com os poderosos. A direção da ECT tem agido de forma desumana, pois somos nós, os trabalhadores, que também geram a riqueza deste país”, disse, em tom de revolta, a representante da categoria no Acre, Suzy Cristine da Costa. “E, infelizmente, o movimento traz prejuízos à população”, admitiu a sindicalista.

Tentando abrir um canal de negociação com o Ministério das Comunicações e a direção da ECT, a federação dos servidores já reduziu o valor de aumento real pretendido por eles. Os sindicalistas pediam R$ 400,00 e agora reduziram para R$ 200,00. O governo ofereceu apenas uma reposição salarial de 6,8% e vale-alimentação de R$ 25,00.

“Temos a adesão total da categoria, ou seja, 35 sindicatos existentes em todo o país. Vai ser uma greve bastante forte. Queremos, ainda, a contratação de 21 mil trabalhadores”, reivindica a sindicalista, afirmando que a direção da empresa ‘está perseguindo’ os grevistas. “Estão até cortando o ponto”, denuncia. 

Em nota divulgada, a direção dos Correios disse que “vai trabalhar para normalizar a situação o mais rápido possível e está adotando uma série de medidas que garantam o atendimento à população brasileira: contratação de recursos, realocação de pessoal, realização de horas extras e trabalho nos finais de semana”.

Sobre os descontos nos salários por falta, o sindicato dos trabalhadores de João Pessoa entrou com Ação Civil Pública para impedi-los e obteve uma liminar dando-lhes ganho de causa. A decisão prega que efetuar descontos por conta da greve é ‘ilegal’ e estará sujeita a ser penalizada com a multa de R$ 300 mil. Além disso, ela prevê a retroatividade aos trabalhadores (ou seja, qualquer desconto já feito, deverá ser reembolsado ao trabalhador). A partir da decisão, mais sindicatos pelo país, como o do RJ, começaram a impetrar ações. 

 

 

 

Assuntos desta notícia


Join the Conversation