Parceria entre BB, WWF e prefeitura promove gestão de resíduos sólidos em RB

Rio Branco produz 200 t de lixo por dia e por este motivo pretende envolver toda a sociedade na discussão sobre a destinação dos resíduos sólidos produzidos pela população de 335 mil habitantes. Um acordo de cooperação firmado entre a Prefeitura de Rio Branco, Banco do Brasil e a organização não governamental WWF/Brasil inclui a Capital do Acre entre outras 4 cidades brasileiras no programa Água Brasil. A iniciativa visa destinar R$ 50 milhões durante 4 anos, em ações de consumo responsável e reciclagem.

Na manhã de ontem, além da assinatura do acordo, representantes das instituições parceiras, de associações de moradores e de organizações ambientais participaram da oficina para a elaboração do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos. A secretária de meio ambiente, Silvia Brilhante, explica que as discussões para a gestão integrada estão ocorrendo em Rio Branco. Nelas, foram tirados 3 eixos de trabalho prioritários para esta etapa do programa: a reestruturação da coleta seletiva, com fortalecimento da cooperativa Catar, o estímulo à criação de outras organizações semelhantes e a elaboração do plano de gestão.

Um diagnóstico sobre a produção de resíduos está sendo elaborado para a execução das ações em longo prazo. A meta da prefeitura é avançar no processo de coleta seletiva já existente, ampliando a informação e o conceito dos 3 erres (reduzir a produção de lixo, reutilizar material e reciclar). “A coleta seletiva é muito pequena, quase inexistente e esta cooperação vai ajudar a consolidar a iniciativa”, diz Silvia Brilhante, que prevê a implantação de um projeto piloto em cada regional da cidade, a serem definidas durante a oficina.

Além de Rio Branco, Belo Horizonte (MG), Caxias do Sul (RS), Pirenópolis (GO) e Natal (RN) foram escolhidas para participar do programa. Considerada importante na região Norte, a capital do Acre se destacou, segundo WWF, por iniciar o processo de coleta seletiva em 2010, por fomentar a implantação da Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis e Reutilizáveis (Catar)  e por ter uma sólida Unidade de Tratamento de Resíduos Sólidos (Utre).

A partir de 2012, recursos federais só serão liberados aos municípios que estiverem tratando os resíduos de acordo com as normas do Plano Nacional de Resíduos Sólidos. “Escolhemos Rio Branco porque tem uma gestão comprometida para reforçar essas ações, mas é preciso o envolvimento de toda a sociedade. Vamos trabalhar nestes 4 anos com educação comunitária”, explica Fábio Gama Cidrin, coordenador do Programa de Educação para Sociedades Sustentáveis da WWF/Brasil.

 

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