Poluição suspende buscas por corpo de Fabrício no Rio Acre

As buscas pelos restos mortais do menino Fabrício Augusto, na área demarcada entre as 2 pontes do Centro e a passarela e as proximidades do Mercado Elias Mansour, foram suspensas temporariamente. As buscas, feitas pela Força Nacional, PM e o Corpo de Bombeiros, haviam começado no dia 26 do mês passado, com base nos depoimentos dos acusados. A interrupção no Rio Acre se deu por causa da poluição e excesso de contaminação na região, que fizeram com que os mergulhadores passassem mal.
Rio-sujo
A equipe da Força Nacional e a dos bombeiros locais aguardam a chegada de equipamentos e roupas especiais de mergulho para dar continuidade às buscas naquele local. Segundo informações, o trecho com maior concentração da água contaminada fica localizado próximo ao Mercado Elias Mansour, onde o esgoto do Canal da Maternidade é despejado.

Praia do Panorama passa a concentrar buscas
Enquanto os mergulhadores na área do Rio Acre ficam fora de ação, outra equipe da Força Nacional e Corpo de Bombeiros intensificam as buscas na região conhecida como Praia do Panorama, onde recentemente um crânio humano – supostamente de um adolescente – foi encontrado.

De acordo com o perito João Neto, da Força Nacional, os recursos empregados nas buscas dos restos mortais de Fabrício são os que estão disponíveis no Brasil. Isto é, em qualquer outro estado estariam sendo usados os mesmos equipamentos e técnicas. Peritos criminais mapeiam, através de GPS, o lugar exato em que cada fragmento de osso é encontrado. 

“Por enquanto, é apenas um serviço de coleta. Não trabalhamos com palpites, hipóteses ou com opinião pessoal. Fazemos um trabalho científico. Só o resultado dos exames de DNA é que vão determinar se o material que está sendo coletado (fragmentos de ossos) pertencem a Fabrício, se são de outra pessoa ou se são de animais”, afirmou o perito.

Chegada de cães farejadores
Outro recurso a ser aproveitado deve chegar ao Acre nos próximos dias. Cães farejadores treinados especificamente para estes tipos de buscas. De acordo com informações, os animais detectam vestígios ou cheiro de humanos, mesmo após 2 anos de seu desaparecimento.

 

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