Servidores dos Correios continuam em greve e terceirizados são contratados

Os funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) do Acre decidiram seguir as orientações do comando nacional e permanecem no movimento iniciado na última quarta, 14, após a realização de assembléias de trabalhadores em todo país. O posicionamento do comando é de que a paralisação seja mantida até que a ECT apresente uma nova proposta. Uma reunião estava prevista para ontem, entre a equipe de negociação dos servidores e a direção da empresa.
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Os trabalhadores tentavam se reunir com a ECT há 60 dias  para protocolar a pauta de reivindicações de 2011. A data-base da categoria é agosto. Os servidores pedem reajuste salarial de 7,16% referentes à inflação do período entre agosto de 2010 e 2011, aumento de R$ 400 sobre o salário e reajuste do valor do vales refeição e alimentação, o que corresponde a R$ 30 por dia. Na pauta consta ainda o pedido de aumento do piso salarial, atualmente de R$ 807 e aumento do número de vagas com a mobilização ‘Contratação Já’. 

A contraproposta apresentada pela ECT atinge índice de 6,87%, aumento dos vales refeição e alimentação para R$ 24,50 e aumento de R$ 50 a partir de janeiro de 2012. “Esperamos até agora o interesse deles em negociar. A greve foi um último recurso e, por isso, não vamos suspender agora”, disse a presidente do sindicato da categoria, Susy Cristine. No Acre, 287 funcionários estão distribuídos em 23 agências sendo que 170 deles estão lotados na Capital. No último concurso a empresa disponibilizou 24 vagas para o Estado, mas segundo a presidente do sindicato para atender a demanda local seria necessário contratar pelo menos mais 100 trabalhadores para todos os setores. Os trabalhadores também exigem melhores condições de trabalho e atualização dos equipamentos considerados por eles obsoletos.

Susy afirma que no Acre empresas terceirizadas foram contratadas pelos Correios para dar vazão à distribuição de correspondências, mas que o atendimento é precário. “Queremos alertar que o serviço não é totalmente seguro. São pessoas sem experiência. Isto não é bom para a população”, diz. Consumidores devem estar atentos às datas dos vencimentos das faturas para evitar atraso no pagamento ou cobrança de juros e multas.

As empresas fornecedoras devem oferecer alternativas para que o usuário do serviço ou o consumidor possam efetuar o pagamento como o envio do documento por e-mail ou fax e ainda facilitar depósitos bancários. Caso se recusem a facilitar outras formas de pagamento, o consumidor poderá procurar o Procon e formalizar reclamação.  No caso de encomendas, a orientação é procurar os centros de distribuição dos Correios para receber os produtos pessoalmente. Caso ainda não tenha sido remetida, a saída é entrar em contato com a empresa fornecedora e tentar outra forma de envio.

 

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