Vítimas contam como sobreviveram aos ataques do maníaco do Tucumã

Depois de ser preso, acusado de estuprar uma dona de casa de 26 anos, o soldado do Exército Brasileiro membro da corporação do 7º BEC, José William Nascimento, 19 anos, mais seis mulheres vítimas dos ataques, decidiram procurar a Polícia, onde revelaram os momentos de horror que passaram nas mãos do acusado.
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O que aparentava ser um ato criminoso isolado revelou que o soldado já havia cometido outros crimes semelhantes e a carreira criminosa teve início dentro da casa do acusado, onde segundo informações ele teria abusado sexualmente de uma irmã adolescente, mas a família decidiu encobrir o caso, não permitindo que a vítima denunciasse o irmão.

A primeira revelação foi feita pela vítima que conseguiu prender o acusado. A dona de casa Ana Paula, foi violentada pelo soldado na manhã de sábado, 10, por volta das 6h quando saiu de casa em direção ao ponto de ônibus para ir ao trabalho.

A mulher contou que foi atacada e rendida pelo maníaco, que de posse de uma faca a levou para um matagal onde a estuprou.

Divulgação do caso incentiva outras vítimas a comparecer à delegacia
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Na segunda-feira, 12, seis mulheres compareceram à Delegacia da Mulher – DEAM onde reconheceram o soldado como sendo a pessoa que teria as violentado.

A dona de casa Luana Lacerda, 23 anos, reconheceu o soldado como sendo o homem que no dia 7 de agosto, por volta das 6h a atacou quando se dirigia ao trabalho.

A vítima contou que trafegava de bicicleta, em uma rua entre os Conjuntos Rui Lino e Tucumã, quando foi atacada pelo soldado William, que armado de faca a rendeu e a obrigou a entrar em um matagal onde a mulher lutou contra o maníaco conseguindo correr.

A jovem Ligia Oliveira, 26 anos, outra vítima que reconheceu o acusado contou detalhes da violência sofrida.

Segundo a vítima estava indo trabalhar de bicicleta, quando nas proximidades do Conjunto Rui Lino, foi atacada pelo soldado que armado de faca a rendeu e sob ameaça de morte a levou para um matagal onde a estuprou.

“Ele dizia o tempo todo que se eu reagisse, ele me mataria ali mesmo” contou a vítima.

Outra vítima que fez questão de contar o desespero que passou foi a doméstica Francisca Brasil Dourado 32 anos.

Segundo a mulher ela caminhava no Beco do Mesquita, no Conjunto Tucumã em direção ao ponto de ônibus, por volta das 6h da manhã, quando foi abordada pelo acusado que estava armado de faca.

Francisca reagiu, entrando em luta corporal contra o tarado conseguindo chutar as genitálias do soldado.

Em seguida conseguiu se soltar e correr, mas foi alcançada pelo acusado que a feriu com um golpe no de faca no pescoço, ficando com hematomas pelo corpo devido à luta travada com o maníaco.

Duas vítimas não quiseram revelar a imprensa os momentos de terror que passaram nas mãos do acusado, alegando ainda estarem traumatizadas e terem vergonha do sofrimento que passam e o preconceito da sociedade.

Mesmo assim as duas mulheres fizeram o reconhecimento do acusado e narraram em depoimento a Delegada Áurea Derne detalhes de como e onde foram atacadas pelo maníaco.

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