Impasse entre governo boliviano e Idaf impede vacinação de gado na fronteira

O deputado Walter Prado (PDT) denunciou ontem, durante sessão na Assembléia Legislativaz (Aleac), que os acreanos que moram na região de fronteira, nas proximidades de Capixaba, estão enfrentando dificuldades para vacinar o rebanho bovino contra a febre aftosa. Nos últimos 15 anos, a vacinação foi realizada pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf).

Agora, de acordo com denúncias feitas por um grupo de produtores, um desentendimento entre o governo bolivia-no e o Idaf, impede que a vacinação seja feita. “Existe um acordo internacional para o combate e erradicação da aftosa na América do Sul. Não é justo que as autoridades bolivianas tomem essa medida, pois eles não contam com as condições necessárias para vacinar todo rebanho”, explicou Prado.

Para Walter Prado, caso não seja tomada nenhuma providência para garantir a vacinação do gado, o rebanho bovino do Acre estará no grupo de risco da febre aftosa. Ele revelou que a vacina oferecida pela Bolívia é de baixa qualidade e não garante a imunização dos animais.

Prado disse que vai pedir ajuda da bancada federal do Acre para levar o caso ao Ministério das Relações Exteriores e cobrar uma providência. “Se não tomarmos uma medida urgente nosso rebanho estará ameaçado. Vou pedir apoio da nossa bancada federal para levar o caso ao conhecimento do Governo Federal. Podemos ser prejudicados com a desvalorização do nosso gado”, disse.

Durante reunião com o parlamentar, os produtores revelaram que a polícia boliviana está cobrando R$ 10 por animal que não foi vacinado e impedem que os animais sejam transportados para outra região.

 

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