Política Local 15/03/12

O que possa ser pago não tem valor nenhum”.
                (Friedrich Nietzche, filósofo)

Aula de inabilidade
A bancada do governo deu ontem na Aleac uma aula de inabilidade política. Passaram a sessão, dando notoriedade a um fútil  requerimento, tipicamente uma “pegadinha”, do deputado Wherles Rocha (PSDB), convidando a presidente Dilma a visitar o Acre.

Motivo alcançado
É ingenuidade não reconhecer que o requerimento de Rocha não tinha a intenção de trazer Dilma, adversária dos tucanos, ao Acre. Queria aparecer e a base do governo o atendeu.

Jogo do adversário
Com maioria, a base do governo poderia ter derrubado o requerimento no voto, sem discussão, ao invés de dar visibilidade a um requerimento moldado para fazer confusão.

Máxima política
Em política, quando não se quer dar arma ao adversário, basta ignorá-lo, não aprenderam?

Foi o resultado
Após a derrubada do requerimento o deputado Rocha deixou o plenário rindo e satisfeito.

Para platéia
O deputado Walter Prado (PDT) joga para a platéia quando pede a anistia bancária aos produtores de Brasileia. Banco não perde dinheiro, no máximo dá novas facilidades, e só.

Também para platéia
O deputado Tchê (PDT) joga também para a platéia ao querer o perdão da União das dívidas e juros do governo acreano, sob o argumento de ser uma troca pela nossa preservação florestal.

Inferno cheio
Que os deputados Luiz Tchê (PDT) e Walter Prado (PDT) estão bem intencionados nem se discute isso, mas, como diz o velho ditado: “o inferno está cheio de bem intencionados”.

Vai cair fora
O senador Sérgio Petecão (PSD) dizia ontem que, se a pesquisa que mandou fazer em Plácido de Castro sobre o melhor nome da oposição não for aceita, lava as suas mãos e sairá de cena.

Ninguém se entende
Petecão justificava o tom da sua revolta ao fato da pesquisa só lhe ser entregue hoje, e os pré-candidatos da oposição já estarem torpedeando um resultado que nem ele ainda conhece.

Maior abandonado
O prefeito de Feijó, Dindim (PSDB), anda pelo município como um maior abandonado. Os demais partidos de oposição o deixaram falando só e se juntaram em uma outra candidatura.

Até o vice
Segundo quem tem conversado com o prefeito Dindim, ele anda cabisbaixo pelo abandono de antigos aliados de campanha, entre os quais se incluem até o seu vice-prefeito, Pelé (PMDB).

Pular fora
Por conta dessa soma de insatisfações, não será surpresa se Dindim não disputar a reeleição.

Quer mamar!
O filósofo do Iaco, Idel Diniz, está fazendo até despacho de macumba para a deputada Toinha Vieira (PSDB) deixar a Aleac para ser candidata a prefeita de Sena Madureira. Quer mamar!

Só se pirar
Deixar um mandato de deputada para disputar uma prefeitura em frangalhos econômicos, falida, só se a deputada Toinha Vieira (PSDB) pirar da cabeça ou ser masoquista. Só pode!

Busca visibilidade
O deputado Gilberto Diniz (PTdoB) disputará a prefeitura de Sena se Toinha não for candidata. Sabe ser difícil se eleger, que dividirá a oposição, mas diz que sua meta é fazer três vereadores.

Falta uma
O ex-prefeito de Feijó, Francimar Fernandes (PT), conseguiu se safar de duas acusações de improbidade administrativa. Se conseguir a tempo se safar no TCU será candidato a prefeito.

Lidera folgado
Francimar, ainda preso ao “Ficha Limpa”, lidera as preferências em todas as amostragens.

Se tiver cabeça
O deputado Élson Santiago (PP) dizia ontem que, se o PT tiver cabeça em Plácido de Castro e quiser vencer a eleição, lança João Lessa (PT) como candidato a prefeito.

Mesmo balaio
O PT e a oposição estão em situação similar em Plácido de Castro com vários candidatos, uma briga atrás da outra, dois balaios de gatos.

Tomando corpo
Quem andou ontem pela Aleac foi o advogado Jorgeney Ribeiro, confiante com o crescimento da candidatura do irmão Messias Ribeiro (PSDC) a prefeito de Brasileia.

Escolha certa
Messias acertou na escolha do vereador Lacerda (PCdoB), sempre bem votado, para seu vice.

Fincando bases
O deputado Astério Moreira (PRP) viaja todo fim de semana a Brasileia, onde apresenta um programa numa FM do município. Rádio continua sendo um instrumento forte no interior.

Só firula
A campanha para a prefeitura da Capital está só na base da firula. A campanha só vai começar a tomar corpo quando forem definidos os vices de cada candidato a prefeito e a partir de junho, quando devem acontecer as convenções municipais. Antes disso nada de importância.    

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