Política local 17/03/2012

“Censura é uma das sete pragas do jornalismo”.
(Paulo Francis, saudoso jornalista)

Falta de respeito
Faltou respeito do Tião Bocalom aos seus aliados. Foi a  justificativa do deputado Jamil Asfury (DEM) para explicar sua candidatura a prefeito da Capital. Jamil disse à coluna que não podia aceitar passivamente Bocalom impor um vice do PP, sem uma discussão e de forma autoritária.

Conversas avançadas
Jamil já está em conversa avançada para uma aliança com o PRP, PPS, e ontem abriu discussão sobre a sua candidatura com o PSC da deputada federal Antonia Lúcia para uma composição.

Tira de cara
A candidatura de Jamil Asfury à PMRB de cara tira do leque de apoio da candidatura de Tião Bocalom a prefeito, o pastor da Igreja Batista do Bosque, Agustinho, de votos e respeitável.

Certeza maior
Jamil quer fazer da sua candidatura à PMRB um polo de convergência da comunidade evangélica. Sua entrada em cena qualifica o debate político e assegura um segundo turno.

Fim do sonho
Com as candidaturas de Fernando Melo (PMDB) e agora de Jamil Asfury (DEM) a prefeito, é o fim do acalentado sonho do tucano Tião Bocalom (PSDB) de vencer a eleição no primeiro turno.

Erro primário
O problema do Tião Bocalom foi se cercar de assessores arrogantes que acham que, pela boa votação do tucano para o governo, poderiam sair descartando aliados naquela do “já ganhei”.

Ciscar para dentro
Em todas as pesquisas Tião Bocalom surge na dianteira mas em disputas majoritárias, pode ser um erro fatal o clima do já ganhou e ficar ciscando para fora.

Só com intervenção
O candidato a prefeito de Tarauacá, Paulo Ximenes (PSDB), assim reagiu sobre candidaturas únicas da oposição a prefeito do interior: “só tiram minha candidatura com intervenção”.

Sem hipótese
Para Ximenes não há hipótese do PSDB sob seu comando em Tarauacá apoiar a prefeita Marilete Vitorino (PSD). “Por que eu vou encher a bola do Petecão”?, indaga furioso.

Agradecer votos
José Serra visita hoje o Acre capitaneado pelo tucano Tião Bocalom. É uma vinda de agradecimentos, afinal, na eleição presidencial, sem visitar o Estado, foi o mais votado.

Sem chance
O deputado Astério Moreira (PRP) diz que em que pese o respeito pelo deputado Jamil Asfury (DEM), mesmo que faça aliança com o PRP, não entrará na sua campanha, ficará com a FPA.

Só no nome
O PTB se reuniu ontem com o candidato Marcus Alexandre (PT) para ratificar o apoio à sua candidatura. O PTB existe apenas no nome, está restrito ao Chicão Brígido e ao Osmir Lima.

Jogo do PT
Para o deputado Wherles Rocha (PSDB), a se confirmar a candidatura do deputado Jamil Asfury (DEM) a prefeito da Capital, o fato só serve para favorecer a candidatura do PT à PMRB.

Não entendi!
A ilação que tiro da afirmação do Rocha é que na oposição só não faz o jogo do PT quem apoia o Bocalom. Petecão,  Flaviano,  Jamil, Chagas Romão, Fernando Melo não são oposição?

Furioso
O candidato à PMRB, Tião Bocalom (PSDB), não fez nenhum comentário sobre a candidatura de Jamil Asfury à PMRB, mas, seus aliados dizem estar ele furioso com o fato negativo inesperado.

Nada disposta
Em que pese a pressão de alia-dos a deputada Toinha Vieira (PSDB) não está nada disposta a disputar a prefeitura de Sena Madureira.

Mais cabrito
O prefeito de Feijó, Dindim (PSDB), está naquela de quanto mais cabra mais cabrito e diz não escolher adversário para a disputa da sua reeleição: “quem vier vou atropelar nas urnas”.

Não tem igual
Não conheço nenhum município acreano que gere mais confusão política do que Plácido de Castro. Só na oposição são seis candidatos a prefeito cada um falando mal do outro.

Não difere
A situação é similar no PT, onde grupos pró e contra o prefeito Paulinho Almeida (PT) se engalfinham para tentar sair candidato a prefeito de Plácido de Castro.

Até que ponto
É aguardar a próxima pesquisa em Brasileia para ver como foi recebida a candidatura do ex-prefeito Messias Ribeiro (PSDC) a prefeito. Messias foi um bom prefeito.

Jogado de lado
O que é a política! Até um ano atrás Delorgem Campos era o todo poderoso da FPA em Brasileia. Foi perder o mandato de deputado que foi jogado de lado, nem é ouvido.

Velho ditado
É o velho ditado mineiro se aplicando de novo: “político sem mandato é como boi sem chocalho, não puxa manada”.

TODOS OS GOSTOS

A eleição para prefeito da Capital está ficando mais interessante do que se esperava. Só na oposição existem quatro candidaturas postas: Jamil Asfury (DEM), Tião Bocalom (PSDB), Luiz Calixto (PSL) e Fernando Melo (PMDB). E com Marcus Alexandre (PT) são cinco os candidatos. Isso é bom para a democracia, pois, amplia o leque de escolha do eleitorado.

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