Política Local 27/03/12

“Já nem sequer sabemos rezar porque perdemos
o silêncio e também o grito”.
(Ernesto Sábato, escritor argentino)

Bola ou Burica
Melou a aliança PP-PMDB em Cruzeiro do Sul. O deputado federal Flaviano Melo (PMDB) diz que só aceita o PP indicar o vice de Wagner Sales (PMDB), se o PP apoiar Fernando Melo (PMDB) na Capital, e também, em Mâncio Lima, a reeleição do prefeito Cleidson Rocha (PMDB).

Sem acordo
Conversei ontem com importante dirigente do PP sobre a posição do PMDB. Ele garantiu que será muito difícil o deputado federal Gladson Cameli (PP) acertar uma aliança nestes termos.

Cara e tapa
Para esse dirigente, é o tipo da aliança em que o PMDB entra com o tapa e o PP com a cara.

Mão dupla
Para o deputado federal Flaviano Melo (PMDB) toda aliança requer mão dupla e concessões.

Rei do otimismo
Perguntado se não se concretizar a aliança em Cruzeiro do Sul, como ficaria a candidatura à reeleição do prefeito Wagner Sales, Flaviano foi curto: com a mesma chapa e vamos ganhar.

Todo PMDB
Essa revolta não é só de Flaviano Melo, mas de todo PMDB, que tinha como certo que o PP  indicaria o vice da chapa de Fernando Melo (PMDB), mas o PP optou por Tião Bocalom (PSDB).

Oposição oficializada
O deputado Astério Moreira (PRP) recebeu ontem um documento do presidente Julinho (PRP), lhe comunicando que o PRP agora é oposição ao governo e ele tem que acompanhar na Aleac.

Caminho aberto
O documento é o caminho para Astério Moreira buscar um salvo-conduto no TRE/AC para deixar o partido, por desvirtuamento de programa, com base em jurisprudência do Tribunal.

Outra causa
Alie-se a isso outra causa a lhe dar direito a buscar o TRE para deixar o partido livre: a constante ameaça do presidente do PRP, Julinho, de lhe negar legenda à reeleição.

Decisão tranquila
Foi com base nesses argumentos que o TRE/AC liberou os deputados Tchê e Elson Santiago, para saírem do PMN para o PDT e PP, respectivamente, e deve se repetir com o  Astério.

Não passa
Deve ser votado hoje o requerimento do deputado Gilberto Diniz (PTdoB), com o aporte de oito assinaturas, criando a CPI do Pró-Acre. Anotem: será derrubado pela base do governo.

Rei do carteado
Aldemir Lopes (PT), conhecido no Alto Juruá como o “Rei do carteado” não poderá disputar a prefeitura de Thaumaturgo, como quer o ex-prefeito Itamar de Sá, por ter problemas no TRE.

Piada de barranco
Contam em Thaumaturgo que, no dia da eleição, Aldemir quase perde a hora de votar, por um motivo nada cívico: jogou até 4 da manhã e acordou dois minutos antes do encerramento.

Pobre Marechal Thaumaturgo
Escolher entre um cidadão, cuja qualificação mais conhecida é ser imbatível no jogo de cartas como Aldemir Lopes (PT), e o vereador Praxedes (PSDB), um boquirroto, é de lascar!

Companheiro inseparável
A prefeita de Tarauacá, Marilete Vitorino, contam, tem uma mania cheirosa. Esteja até em enterro, de cinco em cinco minutos, se perfuma com o famoso perfume francês Chanel 5.

Como diria!
Com diria a saudosa colunista social, Marlize Braga: “chic, perde!”.

Entenda o povo!
O prefeito Nílson Areal fez, talvez, a gestão mais espatifada da história da prefeitura de Sena Madureira, mas dizem que, se fosse candidato à reeleição seria favorito. Entenda o povo!

Perde de lavada
O pessoal do PP sempre cita como um nome que poderia disputar a prefeitura de Cruzeiro do Sul numa candidatura alternativa, o empresário Pedro Cameli. Perde para o Índio Coronel!

Mamadeira comprada
Meu bom amigo, o filósofo do Caeté e cercanias, Idel Diniz, anda sorrindo e já comprou até uma mamadeira nova: Toinha Vieira será mesmo candidata a prefeita de Sena Madureira.

Cavalo paraguaio
É preciso cautela, na última eleição à prefeitura de Sena, Toinha imitou cavalo paraguaio, saiu na frente, cansou no meio do percurso, e perdeu uma eleição que todos davam como ganha.

Puxa para baixo

É burrice política dizer que não se vota em vice. Vice pode até não ser decisivo para ajudar ganhar uma eleição, mas, se for uma tranqueira, com certeza pode ajudar a puxar o candidato a prefeito para baixo. Por isso, Fernando Melo (PMDB), Tião Bocalom (PSDB), Luiz Calixto (PSL), Jamil Asfury (DEM), Marcus Alexandre (PT), cuidado na seleção dos vices de suas chapas.

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