Política nacional 17/03/2012

“Mar está tranquilo; revoltos estão os marinheiros”.
Senador Walter Pinheiro (PT-BA), sobre o clima de guerra na base aliada.

Lulistas do PT querem demissão de Ideli Salvatti
Inconformados a dispensa do deputado Cândido Vaccarezza (PT- SP) da liderança do governo na Câmara, membros da facção Construindo um Novo Brasil (CNB), que é majoritária e liderada por Lula, trabalham pela demissão da ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais), a quem atribuem a armação que resultou na substituição do parlamentar por Arlindo Chinaglia (SP), que integra facção rival dentro do PT.

Chá de sumiço
Os aliados que restam a Ideli Salvatti no PT recomendaram que ela tome um chá de sumiço por uns dias, para ver se a CNB a esquece.

Briga provinciana
Além da guerra de facções no governo, Jilmar Tatto, Arlindo Chinaglia e Cândido Vaccarezza disputam os mesmos territórios, em São Paulo.
 
Pior que está, fica
Para piorar a situação, o presidente da Câmara, Marco Maia, celebrou a queda de Vaccarezza em casa, com muito uísque. Lula soube.

Mau sinal
Sinal de que Lula detestou a escolha de Chinaglia: recebeu o novo líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), mas não o petista.

Aldo deu lição de futebol e política a Blatter
O ministro Aldo Rebelo (Esporte) surpreendeu o suíço Joseph Blatter, presidente da Fifa, com algo incomum entre europeus: levou-o à sua casa, quinta à noite. Blatter ficou encantado com o gesto e riu muito dos “causos” de futebol contados pelo alagoano que é torcedor doente do Palmeiras. Entre um pedaço e outro de picanha, Rebelo deu algumas lições de política e advertiu, com seu jeito mando: “Se houver disputa, briga, a chance de o governo brasileiro perder é zero”.

Pátria de chuteiras
Rebelo observou e Blatter anuiu: o futebol ganhou dimensão mundial porque virou o esporte nacional no Brasil, grande país fora da Europa.

Desculpas formais
Blatter pediu desculpas, em nome da Fifa e dele próprio, pela atitude grosseira do secretário-geral Jerome Valcke, que não foi citado.

Nó em pingo d’água
Joseph Blatter é sabido. Fala oito idiomas, inclusive o português, e só usa intérprete para ganhar tempo e pensar melhor as respostas.

O governador tucano de Goiás, Marconi Perillo, notou que o povo, ao contrário dos políticos, reage bem à presidenta Dilma. Ela foi saudada com entu-siasmo, nas ruas, na primeira visita ao Estado em 14 meses.

Os perguntadores
Também com índices elevados de aprovação, o governador Marconi Perillo descobriu uma característica em comum com Dilma: ambos são fissurados em detalhes técnicos das obras. Querem saber de tudo.

Gravata malufista
Em almoço na casa do deputado Fábio Ramalho (PV), o petista Nelson Pellegrino (BA) elogiou a gravata de Paulo Maluf (PP-SP). O ex-governador retirou-a e presenteou o deputado: “Use-a em dia de festa”.

Novas caras
A vice-presidente da Câmara, Rose de Freitas (PMDB-ES), avalia que “as cartas embaralharam” na disputa pelo comando da Casa em 2013. “O troca-troca de líderes do governo muda as caras do jogo”.

Fisiologismo for export
A bancada brasileira no Parlamento do Mercosul nada faz de assinalável, mas aprovou resoluções para a criação de um “Banco do Sul” e de um “Instituto Social do Mercosul”. Cargos. Só pensam nisso.

Aposta no tapetão
Ruim de voto e da cabeça, o que o mantém no limbo do próprio PT, o suplente Luiz Eduardo Dutra torce para que o TSE ignore a soberania das urnas para tomar o lugar da senadora Maria do Carmo (DEM-SE).

Livro em segundo plano
A Câmara Brasileiro do Livro agora informa que “não se opõe” ao uso do logo apoiando a 1ª Bienal do Livro, em Brasília, mas condiciona isso à citação da câmara local, cuja existência é ignorada pela cidade.

Pensando bem…
…isso não se faz: os defensores da proibição de bebida na Copa queriam Lula longe dos estádios.

PODER SEM PUDOR

Dois em um

Além de Petrônio Portela, o articulador da abertura política, o Piauí tinha o senador biônico Lucídio Portela. Ao contrário do irmão, Lucídio tinha fama de autoritário e pouco letrado. Reza a lenda que certa vez ele elogiava a ditadura quando citou o escritor Fiodor Dostoievsky. Um senador de oposição aparteou:
– Interessante sua citação de Dostoievsky. A propósito, o nobre colega já leu “Crime e Castigo”?
– Li os dois! – fulminou o velho Lucídio, multiplicando por dois o clássico romance da literatura russa.

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