Política Nacional 18/03/12

“Agora, estamos liberados para negociar”.
Antonio Carlos Rodrigues (PR), negociando
com adversários do PT em São Paulo.

Troco sem demora: CPI no Senado agora é viável
Eles não confirmam explicitamente a articulação, mas, em conversas reservadas, senadores aliados desprestigiados pela presidenta Dilma sinalizam a colegas de oposição que agora seria viável a aprovação de CPI para investigar, por exemplo, o escândalo de corrupção na Casa da Moeda, que pode atingir em cheio o ministro Guido Mantega (Fazenda). Impedir essa CPI é “questão de honra” para o Planalto.

Mamão do açúcar
Além dos votos de oposição, uma proposta de CPI contaria com o apoio do PR e senadores “independentes” e até “leais” do PMDB.

Exaltação
Quem primeiro mencionou a ameaça de CPI foi o senador Magno Malta (PR-ES), um dos mais exaltados, mas a turma de Sarney descartou.

Clima mais pesado
A atitude do novo líder do governo Eduardo Braga (PMDB-AM), só piora o clima, ameaçando o PR e chamando aliados de “chantagistas”.

Contraponto
A turma de Sarney não vê utilidade no discurso juvenil do novo líder do governo contra insatisfeitos: “Jucá jamais faria isso”, diz um senador.

Copa
A meta da Fifa é faturar US$ 3 bilhões com a Copa do Mundo de 2014 no Brasil, por isso questões como meia-entrada e venda de bebidas alcoólicas são tão sensíveis para a entidade. Uma cervejaria é uma das principais patrocinadoras do evento. Joseph Blatter só desistiu do veto à meia-entrada depois de fazer contas e concluir que a perda de receita será de US$ 100 milhões, valor considerado suportável pela entidade.

Agora, gentilezas
Joseph Blatter agora está mais gentil: há 5 meses, ele pediu audiência a Dilma e fez a indelicadeza de mandar Jérome Valcke em seu lugar.

Contra-ataque
Jérome Valcke irritou Dilma, em outubro, com uma malcriação típica: “Foi o Brasil quem pediu para fazer a Copa. A Fifa tinha outras opções”.

Líder dele mesmo
O novo líder na Câmara, Arlindo Chinalgia (PT-SP), foi desautorizado pelo Planalto após se posicionar contra a venda de bebidas na Copa.

Ilustre passageiro
A guerra pelo ministério dos Transportes aguça o apetite da ala do PT celebrizada pelos rolos de campanha envolvendo empresas de ônibus: o cargos de ministro é tido como fonte inesgotável de caixa 2.

Glug, glub
Pivô das trapalhadas com a base do governo, Ideli Salvatti (Relações Institucionais) foi aconselhada a submergir por uns tempos. De preferência num spa: como disse Sarney, está “bem gordinha”.

Pampas no poder
Para o deputado federal Marcus Pestana, que preside o PSDB em Minas, com tantos ministros gaúchos, o governo Dilma já pode ser denominado de “República dos Pampas”.

Nem aí
Presidente do PMDB-BA, Lúcio Vieira Lima garante que “está pouco se lixando” para a pressão da cúpula para apoiar o DEM nas eleições em Salvador, em troca de aliança em São Paulo: “Eles que se resolvam”.

Gula petista
Líder do PCdoB, a deputada Luciana Santos (PE) contabiliza nove candidatos comunistas a prefeituras de capitais. Isso se o partido resistir à fome do PT: “A pressão é muito forte para abrirmos mão”.

País sem remédio
O roubo de carga de remédios chegou a US$ 14 milhões em 2011, diz a FreightWatch, líder mundial de segurança logística. Os eletrônicos lideram. São Paulo registra o maior número de assaltos a cargas, com os ladrões pagando para o transportador não entregar a mercadoria.

Conexão Nigéria
Não é mais o presidente da Nigéria, mas o ministro de Comércio e Investimentos do país, Olusegun Aganga, que chega Brasília no dia 19. Será recebido pelo ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento).

Folha da Justiça
A oposição na Bolívia quer enquadrar o juiz indígena Gualberto Cusi, do Supremo de lá, por dizer que, além de mastigar, “consulta” as folhas de coca nos “julgamentos mais difíceis”. Se essa moda pega…

Pensando bem…
…ir a São Bernardo e não visitar Lula é o mesmo que ir a Roma e não ver o Papa.

PODER SEM PUDOR

Não é a mamãe
Carlos Lacerda fazia mais um discurso devastador, na Câmara dos Deputados, contra o “mar de lama” do governo Getúlio Vargas. A deputada Ivete Vargas, sobrinha do presidente, pedia – em vão – um aparte. Cansada da insistência e muito irritada, Ivete perdeu a paciência:
– F.D.P! – gritou ao microfone, com todas as letras.
Com sua estonteante rapidez de raciocínio, Lacerda respondeu na bucha:
– Vossa Excelência é muito nova para ser minha mãe!

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