Política nacional 24/03/2012

“Lula tinha paciência. Ela não tem.
É uma pessoa muito arrogante”.
Senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) sobre a presidenta Dilma Rousseff.

Rebeldes rejeitam ingerência de Dilma no Senado
Após conversas reservadas esta semana, o grupo de “rebeldes” do PMDB decidiu rejeitar a indicação do ministro Edison Lobão (Minas e Energia) para suceder José Sarney na presidência do Senado. Eles dizem não aceitar interferência da presidenta Dilma – que assinalou a preferência por Lobão – e pretendem o cargo. Eunício Oliveira (CE) e Eduardo Braga (AM), do PMDB, também querem suceder a Sarney.

Ainda na disputa
Tanto Dilma quanto os “rebeldes” do PMDB precisam combinar com o zagueiro: o líder do partido, Renan Calheiros, quer presidir o Senado.

Compensação
Renan Calheiros fez do amigo Romero Jucá (RR) vice-líder do PMDB, em lugar de Eduardo Braga (AM). É um novo prêmio de consolação.

Lá vai ela
Diplomatas brasileiros já estão tensos, em Washington e Boston, com a visita da presidenta Dilma, prevista para 9 e 10 de abril.

Welcome
A Embratur anunciará em junho a agência que instalará escritórios de promoção do Brasil em 13 países: sete serão na Europa, um na Ásia.

Garrincha
Designado pelo governador do DF para coordenar as ações da Copa do Mundo em Brasília, Claudio Monteiro garante que o Tribunal de Contas da União está equivocado: o custo do Estádio Nacional Mané Garrincha não chegará a R$ 1 bilhão, mas a R$ 800 milhões, incluindo a iluminação e a cobertura de lona tensionada. Já o Maracanã, ao contrário do que supõe o TCU, é que terá custo superior a R$ 1 bilhão.

Usina de energia
No Mané Garrincha, sustentabilidade dá o tom. Vai gerar energia solar, por exemplo, suficiente para iluminar mais de mil casas todos os dias.

Improvisação
Como o projeto do Itaquerão ignora a sustentabilidade, os executores da obra tentam tardiamente copiar a experiência do estádio de Brasília.

Há vagas
A Emirate Airlines, de Dubai, vai recrutar em abril 450 pilotos e 4 mil aeromoças e comissários de bordo, inclusive no Rio e São Paulo.

Loja de cristais
Após falar com Lula, o líder do governo Eduardo Braga (PMDB-AM) disse que “a política do toma lá, dá cá, está no passado”. Referia-se ao governo Lula? Ou se despedia para tomar posse no parlamento sueco? Na segunda-feira ele terá de enfrentar é o Senado brasileiro mesmo.

Povo irritante
Quando visitava Salgueiro (PE), há dias, a presidenta Dilma mostrou mais uma vez que está pouco se lixando para sua reeleição. Ela se irritou com seu carro em baixa velocidade, como é praxe em visitas assim, para que o povo pudesse vê-la, acenar. Mandou pisar fundo.

The Office
Dilma, que diz gostar de ler, poderia mandar comprar um best-seller sobre management e chefia para descobrir que autoridade não se impõe no grito, mas na certeza das decisões para começar o diálogo.

Bate-lata
É notável o afã da dupla inseparável Sergio Cabral e Eduardo Paes para a bênção do Papa Bento XVI, nes-te domingo. Cabral precisa muito, depois daquela bronca de Dilma no teleférico da favela, no Rio.
 
Canoas é aqui 
Canoas (RS) não corre o risco de virar uma Mombaça do século 21: o deputado Marco Maia (PT), filho ilustre que a partir de  domingo será presidente da República por três dias, não sairá de Brasília.

Questão de autoridade
A investigação de evangélicas no Espírito Santo revolta o senador Magno Malta (PR/ES). Ele diz que falta autoridade ao ex-deputado Gilson Gomes, delegado de Defraudações, ligado ao ex-deputado José Carlos Gratz: “Ele está entre os indiciados pela CPI do Narcotráfico”.

Você é quem?
Inconfundível careca há anos, o deputado Esperidião Amim (PP/SC) deu as costas e foi embora, dias atrás, quando uma segurança do Itamaraty exigiu identificação para ver se ele era mesmo “autoridade”.

Só no papel
Líder do PCdoB, Luciana Santos (PE) explica a falta de apoio maciço à CPI do Cachoei-ra: “A gente deu total apoio à CPI da Privataria, que inclusive achamos mais relevante, mas até agora não saiu do papel”.

Eternidade
Chico Anysio merece sessão solene no Congresso, até pelos dois símbolos políticos que imortalizou: Rolando Lero e Justo “que o povo se exploda” Veríssimo.

PODER SEM PUDOR

Doença nada rara
Dirigentes do PSDB, Teotônio Vilela Filho e Márcio Fortes chegaram atrasados a uma importante reunião, durante o governo FHC.
– Desculpem o atraso – justificou Fortes – Teotônio teve uma crise de um mal muito raro, o distúrbio cronotopocinético, mas já está tudo bem.
Nem Vilela entendeu nada, já que se sentia bem. Fortes explicou depois:
– Eu também sofro dela: distúrbio cronotopocinético. “Crono” de tempo, “topo” de terreno ou distância e “cinético” de movimento. Quer dizer que o sujeito chega sempre atrasado.

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