Situação em municípios do interior do Amazonas é crítica

Em meio às indicações de que a bacia Amazônica terá uma cheia superior à do ano de 2009 e com dez municípios em situação de emergência, o titular do Subcomando de Ações de Defesa Civil do Amazonas, Roberto Rocha,  afirmou nesta terça-feira (13) que o outro problema que tem sido enfrentado é a falta de estrutura das prefeituras para ajudar as famílias atingidas no interior do Estado.

“A situação crítica nos municípios mais atingidos não representa que a Defesa Civil do Estado não estava preparada para enfrentar esse desastre natural. O grande problema é que as defesas civis dos municípios carecem dessa preparação”, esclareceu ele, completando que a antecipação do período de chuvas, que iniciou em dezembro do ano passado, indica que é preciso avaliar os planejamentos desses municípios para amenizar esses problemas.
Segundo a Defesa Civil do Amazonas, mais de 22 mil famílias já estão passando dificuldades, como escassez de alimentos, nos municípios de Eirunepé, Guajará, Ipixuna, Envira, Itamarati, Carauari, Juruá, Boca do Acre, Pauini e Lábrea. O Município de Canutama também já está sendo afetado, mas não decretou estado de emergência.

O secretário da Defesa Civil do Estado informou, ainda, que a falta de preparo dos municípios reflete até mesmo no recebimento de recursos do Governo  Federal.
“O Município de Boca do Acre, por exemplo, não tinha condições de receber recursos financeiros por problemas de documentações na prefeitura. Então foi necessário fazer um convênio direto entre o Governo do Estado e Governo Federal”, disse Roberto Rocha.

Na última segunda, o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) liberou a distribuição de 3 mil cestas básicas para a Companhia Nacional de Abastecimento para que a Defesa Civil do Amazonas distribua nos municípios atingidos pela cheia.

Os alimentos serão remanejados de uma unidade armazenadora localizada em Rondonópolis (MT). O Governo Federal também irá disponibilizar um auxílio de R$ 400 para cada família atingida pela cheia.

A Defesa Civil afirmou nesta terça (13) que a ajuda humanitária do Governo do Estado ainda está sendo levada aos dez municípios atingidos e que mais de 100 toneladas já haviam sido entregues às famílias.

Níveis
Na tarde desta terça (13), o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) no Estado informou que a cota do rio Negro, em Manaus, subiu mais 4 centímetros. A cotação foi de 26,92 metros. Em 2009, ano da maior cheia, foi de 29,77 metros. (Portal A Crítica)

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