Deve dar certo!

Não sou exatamente uma pessoa que se possa chamar de ‘otimista’. Longe disso, me criei como jornalista e, como tal, aprendi a pôr defeito em tudo. A ser objetivo, me prender aos fatos e a ser até um pouco descrente em relação a novidades. No entanto, ao ver aquilo que o Acre, a minha cidade e a minha vizinhança se transformaram nestes últimos anos, posso afirmar que perdi o toque do pessimismo e da desconfiança em relação ao que é novo.

Não me refiro a ideais políticos. E friso bem isso porque parece que tudo o que você escreve, respira e fala neste Estado tem, aos olhos de outros, uma pitada de posicionamento político-partidário. A velha mesmice do ‘aquele ali é da situação’, ‘aquele ali é da oposição’. A intenção ao expor o meu posicionamento flexível em relação a novas mudanças é, única e simplesmente, para dizer que o nosso Estado tem progredido num ritmo assustadoramente maior quando é ousado. Quando adota novas mentalidades e incorpora projetos inovadores.

Enfim, quando não tem medo de se reinventar.

Na manhã de ontem, enquanto jornalista, fiz a cobertura exclusiva para este jornal, ao qual me orgulho de trabalhar a cada dia, sobre o anúncio de um dos primeiros grandes passos do Acre para entrar no que se pode denominar de uma nova ‘Era’ da exploração do petróleo, o verdadeiro ‘Ouro Negro’ mundial. Trata-se de algo novo. Uma atividade altamente rentável que pouquíssimos acreanos imaginariam que poderia vir a se instalar aqui.

Como jornalista, posso apregoar, com toda a propriedade do universo, que não faço a menor ideia se a extração mineral vai vir a ser uma atividade consolidada no Estado. Afinal, dizer ou julgar, previamente, se algo desta proporção vai ou não ‘vingar’ não faz parte do meu ofício. Tal análise cai no campo profissional de outros. Porém, sem sombra de dúvidas, uma coisa posso adiantar. Posições jornalísticas à parte ou não, sei que posso demonstrar o que espero. O que acredito. E, portanto, adianto que sim. Eu creio que pode dar certo!

Não vou fazer um monte de demonstrativos ou ficar usando de comparações para provar a minha visão positiva para com a possibilidade de haver jazidas de petróleo e de outros minerais abaixo de nossos pés. Não pretendo, leitor, convencê-lo de nada. Esta não é e nem nunca será a minha função. Meu compromisso é apenas em expor. Apresentar a concepção de que podemos, sim, ter uma forte e viável cadeia para a extração de ricos minerais e que podemos explorá-los sem comprometer nosso já tão abalado meio ambiente em tal processo.

Em resumo, o que deve ficar bem claro é que a exploração mineral é uma prática ‘nova’ para o Acre. E, assim como tudo o que é novo, sempre vai haver revés e desconfianças, mas sempre vai haver também inúmeras possibilidades de as coisas funcionarem bem, de se converterem em bons retornos para o desenvolvimento do nosso Estado. Portanto, cabe a nós, acreanos, crermos no lado positivo desta e de outras inovações. Afinal, se não fosse da fé em um ‘amanhã’ melhor, do que valeria viver o hoje.

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