Amigos e inimigos

Conversando com amigos outro dia, ouvi a seguinte frase: “na política não existem inimigos e nem amigos”. Confesso que fiquei surpreso, cheguei a duvidar, mas logo em seguida tive que concordar. É isso mesmo, na política homens e mulheres não conseguem viver verdadeiramente esses dois sentimentos.

Digo isso porque se levarmos ao “pé da letra” o significado dessas duas palavras, chegaremos à conclusão que vivê-las na política é algo difícil, mas não impossível. Também não seria justo afirmar que todos são assim, mas a conclusão pode ser atribuída ao que demonstra a maioria.

Basta olhar para o cenário atual da política acreana. Quantos há alguns anos estavam abraçados, comendo na mesma mesa, bebendo do mesmo pote e, que agora, trocam acusações e até mesmo ofensas?

Não, não estou aqui fazendo um julgamento. Cada um tem o direito e deve seguir seu próprio caminho. Isso é democracia. Só não podemos duvidar da capacidade de manifestar sentimentos verdadeiros de alguns políticos.

Mas, e o que os sentimentos tem a ver com a política. É preciso amar ou odiar alguém para ser um bom político? Creio que não, mas acredito que honestidade e sinceridade são ingredientes fundamentais para seguir os princípios básicos da vida humana, valorizando o amor e respeitando o outro.

Claro que todos nós estamos sujeitos a transformações. Hoje podemos ter desentendimentos com algumas pessoas e, amanhã, podemos está bem ali ao lado dessas mesmas pessoas.

Mas estamos aqui falando de pessoas que são escolhidas por nós para tomar importantes decisões de nossas vidas. Como confiar em pessoas que facilmente conseguem elogiar ou ofender aqueles com quem caminham ou tem algum problema?

Enfim, estou convencido que, na grande maioria dos casos políticos, não existem mesmo inimizades. E ainda bem! Esse é um sentimento que não deve mesmo reinar em nenhum ambiente. Porém, quando olhamos para o cenário político, percebemos que a amizade só existe quando se quer defender seus próprios interesses.

Mas uma pergunta ainda continua a me incomodar: será que os político não são mesmo reflexo daquilo que somos no dia-a-dia na família, no trabalho, nas faculdades, enfim, na sociedade?

*Rutemberg Crispim é jornalista
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