O perdão merecido

A iniciativa do deputado estadual Luiz Tchê (PDT), presidente da Unale, em lutar pelo perdão das dívidas dos estados com a União, merece não somente o apoio dos demais parlamentares, como também o reconhecimento.

Se nos últimos anos o Brasil perdoou dívidas de outros países, então porque não pode perdoar as dívidas com seus estados, onde moram os brasileiros? A proposta de Luiz Tchê representa, sem dúvida alguma, o desejo de muitos governadores, que não tem como fazer novos investimentos.

Não é de hoje que os estados ficam “com a corda no pescoço” com os juros dessas dívidas. Se o Governo Federal não tem a sensibilidade de olhar para os estados e perdoar essas dívidas, então que aceite, pelo menos, que ao invés de mandar o dinheiro para os cofres da União, os governos possam utilizar esses recursos para investir em setores importantes como Educação, Saúde e Segurança, por exemplo.

A dívida do Acre com a União, por exemplo, é de cerca de R$ 1,8 bilhão. Imaginem se o Governo do Estado pudesse investir o dinheiro dos juros, pagos mensalmente, para a recuperação das áreas atingidas pela enchente?

Esse seria um gesto de quem quer apostar no desenvolvimento dos estados. A União, não depende, nem de longe, desse dinheiro para fazer investimentos. Mas esses recursos fazem falta aos cofres do Estado.

Parlamentares de vários estados estão unidos para tentar convencer a presidente Dilma Rousseff a analisar com carinho a proposta. Imaginem cada Estado investindo mais em Educação, Saúde, Segurança, Infraestrutura, Produção Agrícola?

Seria a saída para muitos problemas. E o que impede a União de tomar tal atitude. Os impedimentos devem ser os mesmos utilizados para o perdão da dívida com outros países.
Pode até não render o mesmo destaque na mídia internacional, mas terá um significado importante para estados que estão no “vermelho’ e impedidos de fazer novos investimentos para melhorar a qualidade de vida do povo.

Então, que nossos parlamentares se unam e lutem para tentar sensibilizar o Governo Federal que, antes dos outros países, existe a população brasileira, que merece mais atenção!

* Rutemberg Crispim é jornalista. [email protected]”>[email protected]

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