Transporte coletivo do Distrito Federal

Falarei um pouco do transporte coletivo do DF, a exemplo de como não é tão simples a solução dos problemas envolvendo essa atividade como querem fazer parecer certos jornalistas e curiosos que frequentemente estão escrevendo e publicando matérias dos mais diversos temas seja em veículo escrito, falado ou virtual.

Problemas nesse setor existem desde que o governo concedeu o direito para alguns empresários a explorar esse tipo de transporte em meados de 1820 que se iniciou no Rio de Janeiro. Poucas são as que sobreviveram às intempéries que rondam o setor e assim vem sendo por décadas passando de concessionários para concessionários com, praticamente, os mesmos problemas até nos dias de hoje.

Os concessionários não cumprem o básico do contrato, isto é, colocar a quantidade adequada de veículos conforme a demanda durante o horário de funcionamento estabelecido que concedeu a eles o direito de exploração de uma determinada linha ou região ou bacia domo é chamado aqui no DF. Também não cumprem a idade para a substituição da frota estabelecida nesse mesmo contrato.

A consequência disso é o que verificamos em diversas partes do país. Frota sucateada em péssimo estado de conservação, alguns com até 20 (vinte) anos de uso, colocando em risco usuá-rios, motoristas e todos que fazem parte do trânsito urbano.

No DF (Distrito Federal) não é diferente. Só um pouco mais caótico. As empresas são deficitárias com problemas trabalhistas não resolvidas, execuções fiscais, cobrança da dívida ativa da União, Estados e o Distrito Federal e muitos pedidos de indenização por parte de funcionários.

A Comissão do Transporte do Ministério Público do DF (MPDF) que exigiu a renovação da frota e recomendou a proibição da circulação dos veículos que estivessem acima da idade média estabelecida pelo contrato, não se reúnem desde 2006 e nenhum elemento que compõe essa comissão quer falar do assunto.

A Secretaria de Transportes, responsável por fiscalizar e autorizar as empresas do DF a explorar o serviço, reconhece o problema. Mas, segundo o secretário, tirar “as latas velhas” de circulação só pioraria a situação. O governo prometeu renovar toda a frota, de 2.694 coletivos, até o fim de 2009. Como se vê, pouco foi feito até o presente momento.

Foi aberta a licitação para um novo modelo de transporte público no Distrito Federal. De acordo com o Governo, toda a frota de ônibus será licitada, exceção feita aos veículos da TCB (Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília). As propostas serão conhecidas no dia 10 de abril, sendo que o vencedor será divulgado em 10 de julho. As empresas escolhidas terão 6 meses para adquirir os coletivos, capacitar mão de obra e iniciar a operação.

“Nossa meta é que, até o início de janeiro, não existam mais ônibus velhos circulando pelas ruas”, destacou Agnelo Queiroz, governador brasiliense. “A modernização do sistema de transporte coletivo do DF é um dos maiores desafios que o nosso governo se dispôs a enfrentar”, declarou. Com a renovação da frota, o cidadão do Distrito Federal contará com maior acessibilidade nos veículos, somado a isso, o governo promete que haverá o planejamento e a racionalização das linhas, garantindo maior integração intermodal, como, por exemplo, de metrô e ônibus.

Dessa maneira, cada bacia é licitada para uma empresa ou grupo de empresas, que vai operar linhas superavitárias e deficitá-rias que se compensam entre si”, explicou secretário de Transportes. Este sistema já é utilizado em cidades como São Paulo, Belo Horizonte, Goiânia, Rio de Janeiro e Curitiba.

Como afirmei no artigo ante-rior, não é tão simples como preconizam alguns cidadãos que estão fazendo incursões no tema sem o devido conhecimento do assunto.

    www.naganuma.com.br
[email protected]
Twitter – @mtnaganuma

Assuntos desta notícia

Join the Conversation